anúncio dopc

anúncio dopc

Aqui Rubens Pontes: meu Poema de sábado - Saudade, Fernando Pessoa

22 de julho de 2017




Pitaco do Oleari

Esse meu caríssimo - e bota caríssimo nisso, sem preço! - Rubens Pontes sempre me surpreendendo aos sábado. Aí, permitam-me os doutos ou peagadê em jornalismo e edição, cometo uma arbítrio. Autêntico arbítrio de Editor. Até porque sempre achei que todo editor é arbitrário.

Por ser o poema escolhido de Fernando Pessoa, deveria ter um Pessoa na chamada de capa. Mas, ao citar os que citou, saí maluco à caça de uma foto do José Roberto Coelho, meu parceiro desde os bancos do Colégio Americano, no Parque Moscoso, mais tarde na Rádio Capixaba, mais tarde ainda niquiqui o convidei pra ir pra Eldorado Publicidade. 

Arbitrei: chamada de capa é em memória do nosso sempre afável e elegante José Roberto Prado Coelho. Na foto, ele aparece com um Janc elegantíssimo, em pé atrás do empresário Jair Jantorno, então o poderoso chefão do Frincasa, um frigorífico que operava entre Itanguá e Itacibá, Cariacica/ES (Oswaldo Oleari)

- Perenal Oswaldo Oleare:

"Haja hoje para tanto ontem"

Esse pensamento do jornalista mineiro Alberto Vilas me faz refletir sobre um episódio no qual estávamos ambos envolvidos
e que se reporta a um trabalho realizado com êxito há muitíssimos anos, com a participação de um grupo de profissionais

que no tempo se tornaram nossos fraternais amigos.

Éramos Nélson Mendes, Marien Calixte, você e eu num grupo fechado, e mais Xerxes Gusmão Neto, José Roberto Prado Coelho
em grupo de suporte, e ainda Jones Santos Neves Filho e João Batista Bacalhau em trabalho paralelo ditado por laços de amizade
e interesses de ordem política.

Sem nos esquecermos do Ferrinho e de seu restaurante, com seus oníricos pratos preparados em fogão a lenha,
onde muitos dos nossos encontros se estendiam matreiramente até altas madrugadas.

Agradecemos ao colega Fábio Pirajá a ilustração-texto à direita, que ele nos enviou logo depois do nosso pedido de socorro de uma foto do Ferrinho - Fernando Ferreira do Amaral.

O tempo como que parou, mas Caetano Veloso acende lembranças com sua "Oração ao Tempo":

"Por seres tão inventivo / e pareceres contínuo / tempo tempo tempo tempo / és um dos deuses mais lindos /tempo tempo tempo tempo"
mas sei não, o passar dos anos deixou marcas em cada um de nós, muitas assinaladas por profundo sentimento de perda...


De todos os nomes citados, só continuamos teimosamente vivos você, Oswaldo Oleare, e eu. Todos os outros mudaram
de plano e certamente passaram a compor uma nova constelação de estrelas brilhando no universo sem fim...

É assim, e por isso, e contudo isso, que quero ler meu poema deste sábado particularmente para cada um deles: Nelson Mendes, Marien Calixte,
Xerxes Gusmão Neto, José Roberto Prado Coelho, Jones dos Santos Neves Filho, João Batista Bacalhau, Ferrinho, com a absoluta certeza

de que serei por todos eles ouvido..
Rubens".

Saudade

Fernando Pessoa


Eu amo tudo que for


Tudo o que já não é.

A dor que já não me dói,

A antiga e errônea fé.

O ontem que a dor deixou

O que deixou alegria

Só porque foi e voou

E hoje já outro dia.


Rubens Pontes,
jornalista,
radialista,
escritor,
poeta

Pitaco do Oleari:
Leia o livro de Rubens Pontes nesse linki aí, ó:
https://rubenspontes.com.br/




COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ:15.265.070/0001-49