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Altair Malacarne Malacarne: Sapucaias

25 de dezembro de 2013
Altair Malacarne escreveu e publicou o texto abaixo em 27 de outubro de 2013, em plena Primavera.

Quem vai de Vila Pavão para Todos os Santos, no noroeste capixaba, agora nesse meio de primavera, se prende no vermelho das folhas dumas árvores que sobressaem nos capões de mata sobreviventes de nossa hileia capixaba;

não são flores;

e a brotação que vai se esverdear quando as águas do verão, cada vez mais escassas, caírem para perfumar e engravidar um solo que já foi muito maltratado;

verdes elas curtirão as inclemência e benesses das horas para garantir à arvore a produção de castanhas muito gostosas e caprichosamente encapsuladas dentro de um coco que vai despencar quando os ditos civilizados , sucessores dos macacos e índios, poderão aproveitá-las ‘in natura’ na cozinha.

Os tupis-guaranis viram nessa magia o motivo pra lhe darem o nome de SAPUCAIA, um ninho de galinha, com ‘ovos’ prontos para consumo misteriosamente embalados;

anualmente ainda se pode fazer a colheita dos frutos nos poucos endereços que sobraram no seu ‘habitat’ preferido, em algum vale do norte dos Espírito Santo ou sul da Bahia;

depois de fazer a diferença no antes imenso verde exuberante, ela fecha um ciclo de vida dando-se ou brotando em reprodução sucessiva;

e assim será sempre até seu fecho no tempo, que poderá acontecer como já foi muitas vezes, por um ato desvairado ou a fim de se obter boa madeira pra produção de construções de habitação ou contenção nas propriedades;

e aí, o vermelho do verde será menor, já é menor (Altair Malacarne Malacarne ).

Altair Malacarne é professor, historiador e administrador chefe 
da páginaColatina/Vale do Rio Doce/Don Oleari no feicibuqui, que pode ser linkada também a partir da do Portal Don Oleari Ponto Com.

(am-SGP, 27.10.2013)

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