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Alencar Garcia de Freitas: A queda do pedágio e as luzes da ribalta

23 de abril de 2014


O governador Renato Casagrande acaba de anunciar a suspensão, por tempo indeterminado, da cobrança do pedágio da Terceira Ponte, notícia altamente midiática.

Era uma decisão aguardada há bastante tempo; algo desejado pela maioria absoluta dos usuários da Ponte Darcy Castelo Mendonça, nome, aliás, que até agora nunca foi reverenciado para valer.

Eu também, como essa maioria, torcia há anos para esse ônus desaparecesse, como tantos outros postos nas costas dos brasileiros. Talvez, não fossem as eleições de outubro e a possível candidatura a governador de Paulo Hartung, essa decisão do atual mandatário do Palácio Anchieta não teria sido anunciada nas últimas horas; enfim, em ano eleitoral tudo é possível.

Reafirmo que também eu nutria o desejo de ver o pedágio da Ponte Castelo Mendonça indo de água abaixo sob os seus vãos!

Tenho, no entanto, umas indagações que não querem calar dentro de mim: a primeira delas é o fato de a suspensão do pedágio ser por tempo indeterminado; por que não em caráter definitivo?

A outra é qual o ente ficará responsável pela manutenção da Ponte? Mais uma pergunta: por que não foi suspensa também a cobrança do pedágio no posto que funciona na Rodovia do Sol? Seria porque lá dá menos voto do que aqui na Grande Vitória?

Minhas indagações devem incomodar alguns burocratas do governo, mas elas têm razão de ser.

Vejamos: o governo estadual não tem dado conta, satisfatoriamente, da recuperação e manutenção de estradas estaduais, inclusive de estradas vicinais, todas da maior importância para escoamento da produção agrícola, ainda mais no caso daquelas vias danificadas pelas chuvas de dezembro último.

Essas estradas até agora não foram totalmente recuperadas, e agora o governo assumiria a manutenção da Ponte Castelo Mendonça e da Rodovia do Sol?

Os administradores públicos de plantão que me desculpem, mas me causam comichões nos ouvidos discursos que vêm em ano eleitoral me dando a sensação – pode ser que eu esteja enganado, tomara! – de promessas destinadas a ganhar o voto do eleitor menos avisado.

Não é só o pedágio da Terceira Ponte, é também o pedágio da Rodovia do Sol, ambos precisam acabar, mas desde que o poder público tenha competência para fazer, de preferência melhor do que a iniciativa privada, as obras que são devidas à população por conta dos elevados impostos que ela paga.

Alencar Garcia de Freitas é jornalista

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