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Barbosa critica falta de diversidade na imprensa e defende regulação do setor

12 de abril de 2014
Sugestão de leitura de Rubens Pontes, do Portal DOPC.

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Escrito por Jacqueline Patrocinio


Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou a ausência de minorias nos meios de comunicação.

A crítica foi feita na abertura do seminário “A Liberdade de Expressão e o Poder Judiciário”, realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), na segunda-feira, 7.

- “Falta diversidade para expressar todo o espectro complexo da sociedade brasileira, especialmente a racial, que não se encontra espelhada no panorama audiovisual”, disse em discurso.

Joaquim Barbosa participou
de evento no Rio de Janeiro

Para o ministro, também há pobreza de pluralidade política e ideológica na imprensa. Ele defende a criação de algum tipo de regulação para o setor e a modernização de leis.

- “A regulação, seja vinda do Estado ou seja autorregulação é importante. Sempre há necessidade de estabelecer balizas e isso ajuda o judiciário a resolver questões que surgem”.

Barbosa, no entanto, descartou a relação da criação de regras com a censura.

- “Falta de normas só serve ao mais forte, a quem tem o poder, a quem tem o dinheiro, e essa anomalia serve para que esse mais forte massacre quem não tem o poder”.

Em conversa com jornalistas, o magistrado destacou que a imprensa livre é o melhor antídoto contra arbitrariedades e desmandos do Poder Público, mas considera as notícias no Brasil repetitivas e cansativas. “Todo mundo dizendo a mesma coisa”.

A desembargadora Leila Mariano, presidente do TJ-RJ, falou sobre a importância do evento, dizendo que muitos membros do colegiado não tiveram oportunidade de estudar os princípios da liberdade de expressão na graduação.

Para Frank la Rue, relator especial das Nações Unidas para Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e de Expressão, o direito é essencial para uma sociedade democrática, pois é o primeiro a ser atacado por governos autoritários e ditadores.

O evento foi fruto de parceria estabelecida em 2013 entre o STF, as Relatorias Especiais de Liberdade de Expressão das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Voltado a magistrados, jornalistas, estudantes de direito e de comunicação, o encontro discutiu temas como violência, acesso à informação, proteção e investigação de crimes cometidos contra profissionais da imprensa.

Fonte:
http://portal.comunique-se.com.br/index.php/destaque-home/74114-info

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