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Arthurius Máximus: Arruda...Arrudinha...Ou, caro eleitor: e na bunada: Não vai dinha?

2 de agosto de 2014






As eleições se aproximam e a maior praga que infecta e destrói nosso país se manifesta com força total e se alastra pelas cidades brasileiras, corroendo nossas instituições e destruindo nosso suado dinheiro, recolhido através de impostos e taxas das mais diversas.


Pois é, se você pensou que essa praga virulenta a que me refiro é a corrupção generalizada de nossos políticos e agentes públicos você se enganou redondamente.Esse é apenas um sintoma dessa praga destrutiva e difícil de ser combatida. A verdadeira causa dessa doença; o vírus mortal, altamente mutagênico e de alta resistência atende por um só nome:

O mau eleitor.

Por mais que deteste assumir sua responsabilidade no dantesco genocídio promovido em nosso país (milhares de mortos pela violência, falta de saneamento básico, falta de médicos e hospitais, falta de meios de fomento a educação e ao empreendedorismo), é do mau eleitor a culpa pela perpetuação no poder das oligarquias familiares ou das verdadeiras quadrilhas em que se transformaram alguns partidos políticos.

Afinal, como creditar apenas ao PT o fato de manter em seus quadros, com grande pompa e circunstância, elementos condenados por corrupção, improbidade, roubo e até com ligações claras com o crime organizado?

O último petista flagrado tinha ligações com o PCC paulista e gozava de grande reputação no partido. Ele foi expulso, após a imprensa descobrir a clara ligação dele com o crime organizado.

Porém, seu irmão, que tem as mesmas ligações, não foi expulso do partido e segue concorrendo, normalmente, à reeleição.

Mais estarrecedor ainda é que o tal deputado, tempos atrás, foi condenado por roubo à mão armada, fugiu da prisão (jamais cumprindo a pena pela qual foi condenado) e, mesmo assim, nosso Judiciário concedeu-lhe “indulto total”, transformando-o em “ficha limpa”.

Esse é apenas mais um sintoma da praga. O mau eleitor elege o mau político que vota leis ruins ou pensadas para beneficiar criminosos (sejam eles políticos corruptos ou criminosos comuns).

Infelizmente, essa irresponsabilidade partidária não fica restrita ao PT. Todos os partidos possuem em suas fileiras elementos com várias condenações ou indiciamentos.

No nosso Congresso Nacional, se fizéssemos uma limpeza pela ficha criminal, sobrariam menos de 30% dos políticos. Como construir uma nação com elementos tão ruins orquestrando nossas leis e orientando como nossos impostos serão gastos?

Eleitor Brasileiro

Se você ainda acha que isso é apenas culpa dos partidos políticos ou de algum corrupto traidor; como analisar o caso do ex-governador (e senador) José Arruda no Distrito Federal?

A fotomontagem à direita foi feita pelos parceiros Maneol Manhães, Roney Moraes e Valértio Depollo, na época comandando o The New Inhoque Times, um ótimo trabalho dedicado a iscrachumor.

Em tempo: a fotomontagem foi retirada da matéria arbitrariamente pelos filhos das putas dos censores, os que gostam de votar em ladrão do dinheiro público.

Apanhado com a boca na botija, filmado recebendo propina e condenado por inúmeros crimes em várias instâncias do Judiciário, Arruda não só recebeu uma legenda partidária para concorrer a uma nova eleição para governador do DF como é o candidato mais votado nas pesquisas.

Aqui no Rio de Janeiro é emblemático o caso do ex-governador Garotinho.

Também campeão de votos nas pesquisas 9e sempre cotado entre os mais votados em qualquer eleição que se apresente), Garotinho foi responsável pela quase falência do Estado em um de seus mandatos, tal a voracidade da máfia dos fiscais comandada por um dos principais braços direitos (o Caso Silveirinha).

Garotinho também foi condenado em inúmeros processos e responde a mais uns tantos outros que dormitam nas gavetas providenciais e amáveis do Judiciário carioca, fluminense e brasileiro.

Foi também responsável por um dos maiores escândalos da história da polícia do Rio de Janeiro ao ser flagrado, quando era secretário de segurança no governo de sua esposa (juntamente com seu chefe de polícia), negociando propinas em troca de indicações para delegacias policiais e proteção a bandidos.

Ele também foi condenado nesse caso, mas recorre embalado nos mesmos braços permissivos do Judiciário.

Há ainda o caso da Família Sarney no Maranhão e inúmeros outros casos Brasil afora.

Nem sequer precisamos falar que um eleitor consciente os teria banido da política há anos, independente de qualquer Leia da Ficha Limpa ou coisa que o valha.


Mas, um eleitor minimamente informado, mesmo que despreze a política, é capaz de compreender que um ladrão não pode ficar à frente de grandes somas de dinheiro.

Afinal de contas, por mais alienadas que as pessoas possam ser, elas jamais colocariam um criminoso contumaz para tomar conta de suas casas ou mesmo trabalharem controlando seus recursos financeiros, não é mesmo?

Então, o que perguntar ao eleitor brasileiro quando nos deparamos com tal quadro de descaso e de irresponsabilidade?

O que perguntar aos que clamam (e morrem) nas filas dos hospitais sucateados, mal aparelhados e infestados por falsos profissionais da saúde que não passam de sádicos dando vazão a seus instintos?

O que perguntar ao eleitor brasileiro que vive reclamando da péssima qualidade de nossas escolas, que se transformaram em verdadeiras máquinas de emburrecer e em depósitos de delinquentes?

Diante de tudo isso que foi exposto aqui e de muito mais que vemos dia após dia em nossas vidas sofridas (como indivíduo e como nação), resta apenas uma pergunta a ser feita ao eleitor brasileiro:

Meu camarada: E na bunada? Não vai dinha?

Fonte:
http://www.visaopanoramica.com/

Arthurius Maximus é jornalista editor do saiti Visão Panorâmica -

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