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Gutman Uchôa de Mendonça: um basta ao pó

2 de fevereiro de 2015
Evando Figueiredo, morador de Jardim Camburi, exibe as mãos com o pó preto.


Maldito Estado. Ele pode tudo! 

Tem mais de 50 anos que moradores de Vitória e Vila Velha convivem com o pó preto...

...que os ventos predominantes dos quadrantes Norte/ Nordeste sopram, inundando as casas, provocando problemas respiratórios em velhos e crianças, os mais suscetíveis a inflamação pulmonares, problemas respiratórios em geral.

Sob o argumento de que o Brasil iria se transformar em maior exportador de minério de ferro do mundo, construí-se o Porto de Tubarão exatamente numa ponta da Praia de Camburi, defronte a Ilha de Vitória e Vila Velha, onde a predominância dos ventos forma uma espécie de correnteza sobre a região onde estão as habitações.

Sob a ação do Ministério Público, dos organismos estadual e municipais do meio ambiente e, mais, deputados e vereadores e a própria imprensa, todos têm sido frágeis para combater, o pó do minério e, depois, tudo isso misturado, com os gases expelidos pelas chaminés das indústrias de pelotização consorciadas com a Vale e também da Arcelor (ex- CST) com seus poderosos fornos expelindo fumaça pelas suas chaminés, um verdadeiro veneno, para a sociedade respirar.


Sob pressão, as empresas poluidoras têm dito que estão constru indo “barreiras” de proteção à cidade, fingindo que estão preocupadas, quando na realidade, desde que construíram as usinas, deveriam estar enclausurando as cargas as cargas e descargas de minério de ferro, até o embarque nos navios e, no caso da fumaça expelida pelas chaminés, tanto a Usina Siderúrgica como das usinas de pellets, deveriam estar promovendo a passagem de fumaças e gases por tanques de imersão, onde sairiam, totalmente limpas, através da emissão de gás carbono a ser lançado na atmosfera, uma espécie de cachimbo árabe.

Há 50 anos toda essa tragédia deveria ter sido resolvida, se o capixaba experimentasse sua capacidade de fazer pressão. Não tem sentido a população ir às fábricas, munidas de cacete para destruir seus maquinários ou botar seus dirigentes e empregados para correr. Nada disso. O importante será impedir, com a presença física seus funcionamentos. Ninguém resiste a ação de um povo inteligente.

Por outro lado, existem ações de autoridades que poderão compelir (não sei se a justiça vai estar de acordo...), através de mecanism o legais existentes que é preciso colocar em uso, que esses empreendimentos mudem de local, tenham mais respeito pela vida da sociedade.


Gutman Uchôa de Mendonça é jornalista

Fotos: gazetaonline.

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Don Oleari

Comentário do leitor colaborador por imeil, Jose Carlos de Campos Soares
12:28
1

Eu moro na rua atrás do Aruan.
A minha varanda fica preta de pó de minério, que uma hora após a limpeza já está suja de novo e, dentro do apartamento também.
Temos que mante-lo fechado para minimizar.
Está um absurdo.

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