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Gutman Uchôa de Mendonaça: quem tem medo de bar?

8 de maio de 2015
 
Estuda-se”, no momento, um novo PDU para Vitória. Estão criando inúmeras comissões, em cada bairro tem meia dúzia – para dar opiniões acerca de seus problemas! Cada qual, a seu modo, quer um quebra-molas a dez metros de sua porta, para poder sair com maior tranquilidade da garagem! Outros, para facilitar a vida dos filhos, quer um colégio próximo, a padaria, o supermercado, uma creche, se possível com uma passarela, para evitar a chuva ou sol e, principalmente, sem precisar sair da calçada, atravessar a rua, etc. Outros, querem banir os bares que, para eles, são responsáveis pela violência mas, na verdade, querem que os frequentadores não bebam ou fumem, dentro dos princípios de suas religiões...


As cidades valem pela educação de sua sociedade e não pelo número de bares ou quebra molas (ou limitadores de velocidade) que possuem.


Sensível às necessidades da população, dos que trafegam pela manhã para o trabalho, sem ouvir opiniões maiores, a não ser a sua, o prefeito da capital, Luciano Rezende está realizando, no campo da mobilidade urbana, uma grande obra, as ciclovias. Divergências são naturais. Já vi quem condenasse as ciclovias, sob o argumento de que é um instrumento pouco usado, porque é um número bastante limitado de usuários, mas, há quem pense que o prefeito está olhando no futuro. As ruas ficarão tão saturadas de carros que as pessoas preferirão  ir para o trabalho de bicicleta. Acredito que as ciclovias terão futuro. Luciano está com a razão.


Do jeito que estão as discussões sobre o PDU, acho que Vitória vai caminhar para uma cidade sem vida noturna, onde as pessoas se refugiarão dentr o de seus apartamentos com medo de andar nas ruas sem movimento, enquanto nos morros, nas favelas, onde existe mais liberdade, menos intervenção do poder público (difícil o poder público ir às favelas), quem mora no “andar de baixo” irá para o “andar de cima”, nas favelas, frequentar os bares que ali existirão. Os mais medrosos se confinarão em suas casas ou irão para municípios onde a sociedade pensará mais avançado.


Numa cidade onde a polícia se dispõe a ficar de plantão nas ´portas&nb sp; de bares com bafômetro em punho, para pegar incautos bêbados, não nos parece uma cidade de futuro. A tendência do nosso município da capital, é a cada dia ficar mais pobre, sem possibilidade de ter equipamentos de serviços, porque convocam uns inconsequentes, sem nenhuma ligação com a cidade e muito menos com o povo que aqui mora, dão suas opiniões, que as vezes prevalece mais do que quem realmente tem interesse aqui, ajudaram a construir a cidade.

Quem tem medo de bar?
Gutman Uchôa de Mendonaça é jornalista

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