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Gutman Uchôa de Mendonça: empresário, o grande idiota

4 de maio de 2015
"Casal de Camponeses", de Vincent Van Gogh, de 1900




Depois dos camponeses, aqueles que foram os primeiros desbravadores, organizaram os primeiros plantios, deram partida à comercialização de grãos, vendendo o excesso do que produziam, surgiam os comerciantes, a classe mais paciente e inventiva de toda história da humanidade.

Por causa deles, surgiram os inventores, os voltados para a criação de objetos de utilização permanente, chamados então de empresários da indústria.

O comerciante foi a primeira profissão a se organizar, para influir no mundo dos negócios, buscando sempre sua simplicidade, dentro do seu objetivo de conquista de aliados, de fregueses.

Não existe no mundo empreendedores do comércio que não sejam perseguidos de forma cruel, como se fossem uma maldição, quando, na verdade, o ocioso, o não trabalhador, seja o pior das pessoas...

O Brasil é um país sui generis, único. Nenhum país do mundo tem um sistema burocrático mais infame, mais ignóbil, mais cruel do que o nosso.

Vejam que, nos 12 meses do ano os empresários brasileiros são obrigados a cumprir exatamente 69 obrigações fiscais e parafiscais. Nas legislações tributárias existem perto de 400 mil multas.

Qualquer fiscal de um desses organismos fiscalizadores, criados apenas com objetivo de dar emprego a apaniguados e atormentar a vida de quem trabalha, as vezes até extorquindo empresários para insentá-los de multa, como ocorreram no Carf ( Conselho Administrativo de Recursos Ficais) do Ministério da Fazenda, descobertos na Operação Zelotes, da Polícia Federal.

Ninguém está a salvo, como empresário, no maldito sistema fiscalizador brasileiro. Qualquer autarquia tem um poder sobre o pescoço do empresário como se fosse um carrasco dessas malditas seitas muçulmanas, que degolam impiedosamente aqueles que imaginam ser seus contrários, inimigos gratuitos. Por um lapso, um inofensivo cochilo ou maldade de um empregado que quer prejudicar o patrão, aquele que passou a vida toda construindo um nome, uma marca, pode ser levado para a cadeia, tendo como holofotes as câmeras indiscretas da TV, que pouco ou nada constroem pelo desenvolvimento nacional.

Nem todo mundo pode ou tem queda para ser funcionário público, trabalhar numa estatal como a Petrobras (?), um lugar de bons negócios, irremovível, vitalício!

Ajudar a construir a grandeza nacional, ser brasileiro de verdade, é muito difícil.

Na verdade, ser empresário no Brasil é ser um grande idiota.


Gutman Uchôa de Mendonça é jornalista

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