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Passaralho sobrevoa o jornal A Gazeta, que demite 12 jornalistas - Diagonal, Oswaldo Oleari

30 de junho de 2015
Coluna

Diagonal - Oswaldo Oleari

Mais: 
Orlando Eller pergunta: de que vale um engenheiro sem um poeta ou um pintor?

O passaralho da Gazeta

As notícias de demissões em empresas jornalísticas são constantes em todo o Brasil.

É claro que não só em empresas jornalísticas, mas em muitos outros setores nestes tempos de mandiocas, delações e Joaquim Silvério dos Reis e sambas do crioulo doido - opppsss, samba do afrodescentão doido (Ave! Stanislaw Ponte Preta).


Segundo o jornalista e advogado Chico Pardal, do Sindicato dos Jornalistas do ES, foram demitidos 12 jornalistas, a maioria com mais de 15 anos de serviços
prestados à casa.

Uma situação em especial gerou um bochicho extra, pois a jornalista Evelize Calmon foi avisada de que também será demitida, apesar de estar desfrutando seu regular período de férias.

As jornalistas Raquel Martins, Cláudia Feliz, Andréia Pirajá, Tatiana Paisan, entre os mais conhecidos, com mais tempo na casa e com salários maiores,
receberam o cartão vermelho (antigamente era o "bilhete azul").

O jornalista Nuno Moraes, com quase 18 anos de Gazeta, também foi distinguido pelo passaralho da hora.

Segundo circula na manhã desta terça-feira em todas as redações, o chefão Carlos Fernando Lindenbergh Neto tentou explicar a situação e disse que a empresa se segurou ao máximo, pois devia ter feito a ação de ontem há pelo menos uns seis meses.

- "Mas, não deu mais pra segurar", teria dito Café - como é conhecido na intimidade - "pois o jornal está no prejuízo, que chega a milhões".

Momento de consternação geral para os que ficam foi quando o diretor afirmou que "os demiidos não serão substituidos de forma alguma".

Se entreolharam e pensaram "em coro": "sobrou pra nós, que, proporcionalmente, passaremos a ganhar menos".

Todos se lembraram da época em que o passaralho operou da mesma forma, a empresa demitiu os jornalistas de salários mais altos e os substituiu por principiantes de salário mínimo.

Foi quando se iniciaram os famosos Cursos de Residência e, mais tarde, se criou a tal Redação Multimídia, outro recurso adotado pelas empresas para sobreviverem e os jornalistas morrerem de trabalhar para todos os veículos de cada grupo.

Esse sistema, na verdade, não foi um ato isolado do Grupo Gazeta. Todos os grandes grupos apelaram para o recurso.

E os trabalhadores passaram a trabalhar mais, mas nunca foram contemplados com a remuneração correspondente. Para não se falar que as empresas jornalísticas locais passaram a desconhecer a obrigatoriedade de pagar por horas extras trabalhadas.

E algumas delas se deram ao luxo de ter um capataz na redação para controlar o ponto de todo bichim e bichinha de zoreia.

Vencido o horário, cada trabalhador é obrigado a marcar o ponto...E, o pior, é obrigado a continuar trabalhando para completar o trabalho do dia a dia.

Por sua - sua dele, trabalhador - conta e risco. 


Presente do Orlando Eller

Com um Poemeto e um artigo publicados estes dias pelo Portal DOPC, Orlando Eller veizincando me presenteia com alguns temas musicais. Hoje, ao abrir esta trolha eletrônica bilgueitiana istivijobiana, fui ao gimeil e encontrei lá o bilhetimeil que segue e o arquivo log abaixo dele.

É emocionante. É pra negum - neguim, pardim, mulatim e branquelim - que tem algum gosto pelo bom gosto parar pra ouvir. Vejam uquiqui diz o Eller:

- "Depois que a Vale foi privatizada, em 1997, recebemos um diretor estranho. Como minha relação com ele teria que contar bastante, procurei saber quem ele era e do que gostava. Descobri que amava música clássica e que, à noite em casa, tocava emabsoluto gozo, um excepcional piano de cauda.

Ele não deu certo na Vale

Os poetas, os músicos, os cronistas e os atores sensíveis, entre
outros que expõem o coração e a alma, são apenas o perfume, as 
cores e a harmonia que mantêm o equilíbrio social. O resto, os que
andam à cata de poder, de sexo e de dinheiro, depende daqueles,
os sensíveis de alma para sobreviver, na razão de um por mil.

De que vale um engenheiro sem um poeta ou um pintor para
lhe dar as nuances coloridas e doces da vida humana?



Depois de ver e ouvir, dei um esporro no prezado Orlando Eller: 

- Porra, Orlando, você se esqueceu de mandar uns lencim junto com o arquivo....(Oswaldo Oleari).

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