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Rede Record faz 433 demissões nos primeiros seis meses do ano

16 de julho de 2015
1 - terceirização e pessoa jurídica
2 - Ouvintes e WhatsApp






No Espírito Santo, foram demitidos 46 profissionais




Publicado em Quinta, 16 Julho 2015

Escrito por Redação Comunique-se

A Record está reduzindo seu quadro de funcionários, promovendo demissões em emissoras de todo o país. Em levantamento realizado pela Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), foram identificadas ao menos 433 demissões de profissionais do grupo de comunicação no primeiro semestre do ano.

Centro de Produção 
de Novelas

Apenas no RecNov, centro de produção de novelas e complexo de estúdios da emissora no Rio de Janeiro, os cortes atingiram 239 funcionários. Em São Paulo, o número de baixas chegou a 47. Os escritórios do Espírito Santo também perderam 46 profissionais. Procurada pela reportagem, a Record optou por não se manifestar sobre o assunto.

Pessoa jurídica

Os sindicatos do setor denunciam a precarização das condições de trabalho nos veículos do grupo, que estariam investindo em contratações terceirizadas ou em regime de pessoa jurídica.

- “Falar em crise é conversa fiada, pois é nesse período que mais faturaram. Um exemplo disso é a Record Goiás, que aumentou seu faturamento em 26% no semestre. O problema é que os patrões só querem lucrar", afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Comunicação de Goiás e Tocantis (Sindicom), Miguel Novaes.

Ouvintes e WhatsApp

Outro ponto levantado pelo presidente do Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal (Sinrad-DF), Marco Clemente, é que as novas tecnologias estão tomando o lugar da produção profissional. 
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- "As empresas solicitam que as pessoas, ouvintes e telespectadores encaminhem para as redações mensagens de WhatsApp em vídeo e transmitem esse material. Os radialistas e jornalistas estão sendo preteridos. E isso é reproduzido para a sociedade como material jornalístico”.

As entidades levaram o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Para o coordenador do Sindicato dos Radialistas da Bahia, Everaldo Santos Monteiro, a busca da intervenção dos órgãos fiscalizadores deve ser uma prática constante. 

- "O caso da Record nos despertou preocupação para brecar modelo que certamente seria aplicado por outros grupos da radiodifusão. Por isso remetemos o caso ao MPT, a fim de enquadrar os que enxugam suas folhas com demissões em massa, mesmo com a garantia de seu faturamento e principalmente com os altos investimentos em verbas publicitárias públicas para o setor".

Fonte:
http://portal.comunique-se.com.br/index.php/destaque-home/77977-sindicatos-de-radialistas-denunciam-mais-de-400-demissoes-na-record-desde-o-comeco-do-ano-info

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