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Antonio Elmo: Governo ilegítimo! O que fazer?

8 de agosto de 2015
Nossa governante elegeu-se por uma plataforma política e, no dia seguinte à posse, passou a agir de modo absolutamente oposto ao que pregava. Perdeu a legitimidade corrente. Assim, no dia a dia do governo ela não representa a maioria que a elegeu. É, pois, um governo sem legitimidade corrente.

Isto quer dizer que nosso país vive hoje sob um governo ilegítimo!

A governante eleita traiu todos os compromissos que a levaram ao poder. Isto gera uma insustentabilidade política imensa. A par disso, nossa economia, pelas decisões tomadas pela presidente no mandato anterior, está em frangalhos. Nosso país não aguenta mais. Empresários e trabalhadores não percebem ou vivenciam nenhuma conquista, ou avanço, com o governo que está aí. Ao contrário, só percebem retrocesso e insegurança.

A avaliação do nosso poder executivo e, também do legislativo, é muito ruim, na verdade péssima! Como o governo é ilegítimo, nosso país tende a ficar caótico. O diagnóstico, se nada for feito, é de o Brasil caminhar para ser um país do 4º Mundo!

O que fazer? A resposta é difícil, mas não podemos esmorecer, para não sermos ainda mais penalizados. Precisamos manter a mente lúcida na defesa dos nossos ideais mais caros. Dentre o que é necessário fazer, destaco:

1. Manter a Democracia, o modo de governo mais avançado do mundo, com todas as nossas forças;

2. Não ceder aos apelos dos oportunistas, sempre em busca de vantagens pessoais ou para seus grupos;

3. Submeter à justiça todos os que se valeram da Democracia e a imaginaram um regime de impunidade, onde podiam fazer o que bem quisessem;

4. Reduzir os partidos políticos ao número mínimo possível, e que de fato tenham representatividade popular em todo país;

5. Realizar ampla reforma política onde, no que tange ao financiamento das campanhas eleitorais, em todos os níveis (Presidente, Senadores, Deputados, Governadores e Vereadores), o mesmo seja realizado exclusivamente por pessoas físicas, com o estabelecimento um teto de contribuição visando assegurar que não haja o abuso do poder econômico.

6. Realizar profunda reforma tributária, tornando racional e justo nosso sistema tributário, que hoje emperra o crescimento do país;

7. Realizar consistente reforma trabalhista que beneficie empregadores e empregados, hoje engessados em uma legislação velha, que impede um melhor entendimento entre capital e trabalho.

Finalizo concluindo que, em função da falta de legitimidade do executivo, faz-se necessário a convocação de novas eleições diretas para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República. Só com a volta de um governo legítimo poderemos fazer, verdadeiramente, as transformações de que o país necessita.



Antonio Elmo de Oliveira Martins é Mestre em Psicologia

É Diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo e professor aposentado da UFES.


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