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Dia do Idoso: o segredo de como chegar bem à terceira idade

28 de setembro de 2015


Estima-se que o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos em 2020, com um contingente superior a 30 milhões de pessoas. Com a proximidade do Dia do Idoso, comemorado em 27 de setembro, fica a pergunta: é possível chegar lá com saúde?

A velhice é um período normal do ciclo de vida de qualquer pessoa. A idade chega e, junto com ela, alguns anseios e doenças também podem aparecer. Solidão, receio das mudanças físicas, limitações, perda da autonomia para realizar determinadas atividades do dia a dia são algumas das mudanças que podem contribuir para o aparecimento de doenças e distúrbios na terceira idade.

No entanto, de acordo com o psicólogo Antonio Elmo (foto), Mestre em Psicologia e diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo, é possível chegar à terceira idade de forma plena e saudável, se nos prepararmos para a velhice. 

- “O ideal é que nos preparemos para a velhice para evitar o aparecimento de algumas doenças e distúrbios psicológicos comuns no idoso. Se desde jovem a pessoa buscar ter uma alimentação adequada e praticar exercícios físicos, por exemplo, há grandes chances de ser um adulto e um idoso saudável. Mesmo que não tenha feito isso antes, sempre dá tempo para uma melhora, de reverter um processo ruim. É importante ressaltar que, assim como a gravidez, velhice não é doença, é apenas um estado natural pela qual todos passarão, se conseguirem chegar nela”, destacou.

A perda de amigos e parentes, a saúde em declínio, a redução do funcionamento cognitivo são questões pelas quais as pessoas idosas geralmente passam, e isso também pode contribuir para o aparecimento de doenças e distúrbios. No entanto, mudanças não são sinônimos de doenças, se souber viver com a idade que se tem. 

- “Quando nossas capacidades vão diminuindo, há a possibilidade de surgirem vários problemas psicológicos e emocionais, mas as pessoas precisam perceber que cada etapa traz uma novidade; são como as estações do ano, marcadas por características distintas, o que não quer dizer que tenha uma melhor que a outra, são apenas ciclos diferentes. O idoso não terá o mesmo vigor físico de quando era jovem, mas talvez tenha como refletir com maior sabedoria devido à sua experiência de vida. Quanto mais o idoso se adaptar à sua idade, mais vai poder viver em paz consigo mesmo”, ressaltou o psicólogo.

Os transtornos e distúrbios mais comuns nos idosos são a depressão, a demência, especialmente o Alzheimer, e os transtornos cognitivos, como a perda da memória e locomoção. Segundo o psicólogo, isto pode ser combatido. 

- “É importante que se faça exercícios que estimulem a memória, como xadrez, dama, palavras cruzadas, ler e assistir aos telejornais, se tornando uma pessoa conectada”, acrescentou Antonio Elmo.

Como o idoso costuma passar por situações de isolamento social, carência afetiva, medo da morte, perdas de entes queridos, entre outras, a terapia também pode ser uma grande aliada. O psicólogo também fala sobre outras maneiras de evitar que o idoso se sinta deprimido e abandonado. “Construir novos ciclos de amizade e se integrar em novos nichos sociais são ótimas opções. O remédio é manter a mente lúcida e buscar interação social, sendo fundamental para que o idoso não se sinta deprimido”, alertou.

O abandono familiar

De acordo com o psicólogo Antonio Elmo, os grandes motivos para o abandono familiar é o desamor por parte dos parentes e/ou as atitudes causadas pelo próprio idoso durante o seu trajeto de vida. 

- “Quando existe o desamor, o idoso passa a ser um encargo muito pesado, do qual as pessoas querem se livrar, por isto mandam os pais e/ou parceiros para o asilo e nem mesmo aos finais de semana os querem receber em casa, e nem visitas ao asilo fazem. O desamor é muito doloroso e, muitas vezes, as famílias têm condições de ter o idoso em casa”, exemplificou.

Enviado por Letícia Passos

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