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Dia do Animal, 4 de outubro: Muito mais do que uma boa companhia, diz psicólogo Antonio Elmo

3 de outubro de 2015
Vale lembrar que o contato com os pets vai além da companhia, ele pode trazer benefícios à saúde humana

Os benefícios trazidos pelo animal de estimação vão muito além da capacidade de serem grandes companheiros dos seus donos. Criar e ter a convivência com um animal em casa pode trazer muito mais vantagens para o humano do que ele imagina. Eles também contribuem para a saúde, podendo, por exemplo, atuar em tratamentos emocionais, e a favor de um relacionamento baseado em confiança e respeito mútuo.


Elmo e seu cão,Thor




O psicólogo Antonio Elmo, mestre em Psicologia e diretor da Clínica de Psicologia Antonio Elmo, explica porque o convívio com os animais pode influenciar e mudar tanto a vida de uma pessoa.

-  “Todos nós sentimos muita satisfação quando damos e recebemos carinho. Nem sempre outro ser humano está aberto para esta troca. Já com os animais, particularmente os bichos de estimação, a situação é diferente, pois eles estão sempre dispostos a interagir conosco, por isso o relacionamento com os animais é tão gratificante e faz tão bem às pessoas”, ressaltou.

Antonio Elmo lista alguns dos benefícios proporcionados por esta convivência. 

- “É uma sensação de troca e de confiança recíproca. Sabemos que podemos ajudar muito o bicho de estimação e ser bastante ajudado por ele. O ato de cuidar e dar banho, por exemplo, faz com que cada um de nós se sinta responsável por aquela vida frágil”, enfatizou o psicólogo. 

Quanto às crianças, a afeição aos animais é nítida e, para elas, os benefícios podem ser ainda maiores, pois a convivência desperta o seu lado mais carinhoso e sensível.

- “Quase sempre a criança é mais desprendida do que o adulto, por isso tende a ser mais afetiva e não se importa em rolar com o cachorro na grama, deixar-se lamber por ele, abraçar, o que não é tão comum no adulto. Esta interação mais intensa da criança com o bicho faz com que ela tenha maior benefício nesta troca”, destacou.

Brincar, conversar, receber carinho, e ser recepcionado com festa pelos animais após um dia cansativo de trabalho, podem reduzir o estresse e proporcionar felicidade ao dono. Portanto, o psicólogo afirma que um tempo diário dedicado a eles pode funcionar como uma terapia ao ser humano. 


- “O contato afetivo é engrandecedor, traz alegria, e, toda vez que temos estes sentimentos, independente se é com uma paisagem que você adora, um ser humano ou um bicho, é algo terapêutico”, afirmou.

Além dos benefícios que este convívio pode trazer a qualquer pessoa que escolhe ter um bichinho de estimação, ele pode ajudar também em tratamentos de saúde. Crianças com dificuldade de comunicação por algum transtorno como, por exemplo, a Síndrome de Down, os autistas, os cegos, têm muitos benefícios com esta convivência. Os bichos podem desempenhar um papel ainda mais nobre, ajudando no tratamento de pessoas que passam longos períodos em hospitais. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, por meio dos programas chamados “Pet is a Terapy” (PAT), crianças com doenças crônicas, idosos, doentes e pessoas desamparadas, recebem visitas de animais. E nem é preciso ir tão longe, pois em São Paulo alguns hospitais também utilizam animais de estimação como método de tratamentos de seus pacientes. Eles também podem ajudar na superação das perdas pessoais, evitando que a pessoa se sinta isolada ou até mesmo desenvolva uma depressão.

Antonio Elmo, que também adora animais e é apaixonado pelo seu Golden Retriever chamado Thor, de oito anos, ressalta que pessoas que procuram os bichinhos como companhia são, geralmente, pessoas de coração generoso. 

- “Para ter um animal em casa, é preciso valorizar mais o contato das duas espécies do que o incômodo que isto possa trazer. Passa-se por cima do nojo, do egoísmo, de se incomodar com o pelo, cheiro, latido, etc. Quem é capaz de enxergar que o afeto é mais importante do que estas questões, é, naturalmente, uma pessoa melhor, que tem mente e coração aberto para o outro, para o diferente”, concluiu o psicólogo.

Enviado por Letícia Passos.

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