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"Tal pai, tal filho" também vale para a profissão?

20 de outubro de 2015
Com a passagem do Dia do Médico, comemorado no último dia 18, vale entender o porquê esta profissão é muito desejada pelos pais aos seus filhos e as consequências que a escolha profissional pode ter na vida dos adolescentes

A escolha profissional é um dos momentos mais importantes da vida de qualquer pessoa. Esta escolha é influenciada por muitas variáveis que vão desde as questões de mercado de trabalho, passando pelas competências e habilidades de cada um, à influência direta dos pais. 

Os pais, na ânsia de desejarem o melhor para a vida profissional de seus filhos, acabam por opinar e influenciar para que eles façam escolhas que lhes deem, dentre outras coisas, segurança financeira. Por isto, muitos tendem a desejar que seus filhos se tornem médicos, já que isto poderá abrir possibilidades de se estruturar e ter equilíbrio financeiro, além de ser uma profissão bonita e significante.

Em famílias que há casos de pai ou mãe médicos, parece haver um aconselhamento maior para que os filhos sigam a mesma profissão, especialmente se os pais forem bem sucedidos. De acordo com a psicóloga Andrea Bragatto (foto), da Clínica de Psicologia Antonio Elmo, este “querer” dos pais não é algo negativo, desde que não seja forçado.

-  “Não tem nada de errado o filho seguir a profissão do pai, desde que ele não se torne médico por uma cobrança, mas porque, ao vivenciar a experiência das conversas sobre medicina, o cuidado com o outro, isso tenha chamado sua atenção para a profissão e o fascinado naturalmente. Para o adolescente, pode ser desastroso quando os pais obrigam”, destacou.

Ainda segundo a psicóloga, quando se escolhe a profissão por pressão, especialmente uma ocupação em que o cuidado com o outro é necessário, é possível, inclusive, que a pessoa não se torne uma boa profissional no futuro. 


Pai e filho, mesma especialidade: os reumatologistas Boris e Achiles Cruz, filho e pai, trabalham juntos em Belo Horizonte 


- “Ao se tornar médico de uma forma não natural, pode acontecer de não haver uma prática clínica humanizada. Certamente, aquele que faz a escolha por si mesmo e não simplesmente por imitar aos seus pais serão profissionais mais felizes e realizados. Se o filho (a) aprendeu em suas vivências no contato com seus pais médicos a missão de cuidar e se responsabilizar por outras vidas com dedicação, estes futuros médicos tenderão a promover a saúde e a cura de seus pacientes com muito mais comprometimento e amor”, ressaltou Andrea Bragatto.

É importante que o sonho de vida do filho não seja sufocado pelos pais. 

- “Se for o sonho do filho fazer medicina porque tem mãe ou pai médico, que seja uma escolha abençoada e apoiada. Mas se ele tem o sonho de ser professor de inglês, administrador de empresa, escritor ou músico, que os pais não sufoquem este sonho”, enfatizou a psicóloga.

Brincar de profissões, conversar sobre o assunto de forma natural, passar valores éticos e morais da profissão, pode fazer que o filho se identifique pela mesma profissão dos pais de forma natural e faça uma escolha com segurança. 

- “Quando os pais procuram participar da vida escolar do filho, procuram saber suas aptidões, vontades e gostos, e a criança cresce num ambiente familiar comprometido com seu desenvolvimento como pessoa, ele terá mais segurança ao fazer a escolha. Quanto mais o ser humano for estimulado pela escola, família, e outros; maiores serão as suas potencialidades e qualidades. Assim sendo, dentro deste contexto, a pessoa vai se tornando segura, com boa autoestima, e autonomia para fazer uma escolha assertiva para o seu futuro”, concluiu Andrea.

Enviado por Letícia Passos

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