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A importância do diagnóstico da dor

27 de novembro de 2015


O Espírito Santo conta com técnicas e equipamentos modernos que auxiliam no diagnóstico da dor, além de médico com Título Mundial de Dor, o primeiro no estado com esta certificação

Enviado por Letícia Passos

A dor é uma sensação desagradável que pode envolver aspectos físico-sensoriais e emocionais, relacionada a uma lesão real ou que ainda possa acontecer. 

Muitas vezes, quando forte, a dor impede até mesmo que as pessoas saiam de casa ou realizem atividades do dia a dia, podendo levar à depressão e prejudicar a qualidade de vida da pessoa, afetando, inclusive, a família.

Há dois tipos de dor: a aguda e a crônica. A primeira funciona como um sinal de alerta, como se algo em nosso corpo estivesse com algum problema. Geralmente esta dor nos ajuda sinalizando alguma doença ou evitando uma lesão ou piora de uma lesão existente. 

A dor crônica é quando uma lesão já teve tempo para cura, porém a pessoa continua com dor. Esta não tem mais sinal de alerta, mas é uma patologia própria que causa desconforto e sofrimento. Estima-se que cerca de um terço da população mundial apresentará durante a vida algum tipo de dor crônica.

No entanto, apesar de ser bastante comum, a origem da dor quase sempre não é investigada. 

- “A dor é um sintoma considerado como o quinto sinal vital. Os outros quatro podem ser aferidos, como pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura axilar. Mas talvez por ser totalmente subjetiva, ou por estar ligada a fatores muito amplos, como a cultura e o aspecto socioeconômico vivenciado por aquele paciente, a dor, muitas vezes, é deixada de lado”, explicou o médico Lúcio César Hott Silva, coordenador da Neurocirurgia e do Ambulatório Especializado em Dor do São Bernardo Apart Hospital, em Colatina. 

O médico neurocirurgião acaba de ser aprovado em prova realizada em Budapeste, na Hungria, recebendo o Título Mundial de Intervencionismo em Dor pelo World Institute of Pain, considerada a maior certificação médica como especialista em tratamento de dor no planeta. 

Desta forma, ele se torna o primeiro médico no Espírito Santo com esta titulação e o 12º no Brasil.

De acordo com o doutor Lúcio, a dor não pode mais ser considerada um mero sintoma. 

- “Há muito que investigar e muito que fazer para diminuir a dor. As pessoas não devem aceitar conviver com a dor", enfatizou. 

A dor deve ser encarada de frente pelo médico especialista, pelo paciente e, se possível, por seus familiares. Saber a sua origem é primordial. Uma dor no peito, por exemplo, nem sempre indica um problema cardíaco, mas pode ser sintoma de problema pulmonar, gástrico ou, até mesmo, um câncer.

Atualmente, o São Bernardo Apart Hospital, em Colatina, está à frente de uma nova geração de equipamentos que vêm revolucionando a maneira de descobrir doenças. 

Além do Ambulatório Especializado em Dor, a instituição conta com diversas técnicas e procedimentos que ajudam a diagnosticar a fonte geradora da dor no corpo, como, por exemplo, a termografia infravermelha – desde 2011 – e os bloqueios diagnósticos – mais recente, desde 2013.


A termografia infravermelha é um método moderno de auxílio no tratamento da dor. 

Este exame avalia a temperatura da pele sem emitir nenhuma radiação, sem uso de contrastes, sem nenhum contato físico, indolor, podendo ser realizado em crianças e gestantes sem nenhum tipo de risco, podendo ser repetido tantas vezes forem necessárias sem risco ou dor para o paciente, direcionando entre patologias oncológicas, neurológicas, osteomusculares e vasculares, e orientando o médico na direção e tratamentos mais específicos para seu paciente. 

- “É considerado um dos métodos mais modernos de diagnóstico da atualidade, especialmente útil em pacientes com dor crônica, além de poupar que o paciente seja submetido a exames invasivos desnecessários e desagradáveis”, explicou o médico.

A pele das pessoas com saúde possui uma simetria térmica indicativa de normalidade. Uma vez detectada qualquer assimetria, isto indica uma alteração no organismo. Porém, a mão humana só é capaz de discriminar alterações de no máximo 2ºC. A termografia é capaz de avaliar até um décimo de grau centrígrado de diferença.

A captação da imagem termográfica é um procedimento indolor e não invasivo. Consiste em uma foto tirada por uma câmera especial, que mapeia o corpo do paciente pela quantidade de calor emitida por cada região. Como a temperatura é um dos cinco sentidos vitais do ser humano — junto com o pulso, a pressão arterial, a frequência respiratória e a dor — qualquer alteração no equilíbrio térmico do corpo é um sinal de que algo não está bem.

Há quatro tipos de solicitações para termografia: corpo inteiro, mamas, cardiovascular e pé diabético. A termografia infravermelha é indicada nas seguintes situações:
- Detecção de doenças em fases mais precoces, anos antes de aparecer algum sintoma, como tumores de mama, doenças de tireoide, sobrecargas musculoesqueléticas, alterações neurológicas, entre outras, auxiliando também no tratamento e monitoramento;
- Avaliação da recuperação do organismo aos diversos tipos de tratamentos (medicação, fisioterapia, cirurgias, acupuntura, eletroestimulação);
- Dores crônicas de origens desconhecidas;
- Auxílio no diagnóstico em casos de artralgias e artrites;
- Dores relacionadas ao trabalho e esporte;
- Avaliação da dor de cabeça;
- Complementar no estudo do risco de infarto do miocárdio e da doença vascular cerebral em pacientes com aterosclerose, diabetes e hipertensão arterial sistêmica.

Outra maneira de se encontrar a fonte geradora da dor são os bloqueios diagnósticos. Neste procedimento, o médico injeta um anestésico local no ponto suposto como causador da dor do paciente e aguarda um pequeno tempo para a medicação agir e causar ausência da sensibilidade e de dor naquele local. 

Caso o paciente não relate alívio, muda-se o ponto de colocação da agulha. Caso o paciente relate o alívio da dor com o bloqueio, tem-se, então, o diagnóstico preciso do local da dor e, assim, pode-se avaliar melhor o tratamento a ser empregado para que a dor seja controlada e permita o bem estar do paciente e melhora da sua qualidade de vida.


Além destes, o São Bernardo Apart Hospital também conta hoje com outros exames e procedimentos que são alternativas (não invasivas ou pouco invasivas) a se considerar antes de pensar no tratamento cirúrgico para pacientes com doença degenerativa ou para controle da dor no paciente oncológico, além de reduzir a dor aguda do politraumatizado. 

Na instituição são realizadas terapia por ondas de choque, procedimentos de radiofrequência contínua e radiofrequência pulsada, vertebroplastia, cifoplastia, cimentoplastia para dor por metástases ósseas, neuroplastia, epiduroscopia, procedimentos para controle da dor oncológica como bombas de infusão de fármacos, implante percutâneo para neuro-estimulação da medula espinhal, conhecimento em terapia celular regenerativa com PRP (plasma rico em plaquetas), e com células tronco.

Todos os procedimentos são realizados dentro de um protocolo internacional. Além disso, o hospital conta com diversos profissionais de saúde altamente engajados no controle da dor, como psiquiatras, psicoterapeutas e fisioterapeutas.

Saiba mais:

O que é o exame de termografia por infravermelho?
É um exame de imagem realizado por meio de uma câmara especial, com sensores de infravermelho, capaz de detectar emissão infravermelha do corpo humano e transformar em temperatura, que pode ser analisada em um computador. Exame não radioativo, sem contato, indolor, semelhante a uma foto.

Quais as contraindicações?
Não existe contraindicação. Crianças, gestantes e idosos estão aptos a realizar a termografia sem oferecer nenhum risco à saúde.

Quais os benefícios?
A termografia é uma imagem que documenta as regiões onde há algum tipo de desequilíbrio térmico, facilitando que o médico entenda o que está acontecendo com o paciente com dor crônica e, a partir daí, seja dado o direcionamento do tratamento adequado. Entre os seus benefícios está a possibilidade de analisar com mais rapidez e eficácia se o tratamento está dando resultado ou não.

O que a termografia pode identificar?
Detecção de risco de câncer de mama — a termografia está rapidamente se tornando um procedimento adjuvante na detecção do câncer de mama, junto com a mamografia.

Diagnóstico de dores e inflamações — eficácia no diagnóstico da maioria de dores de coluna, do pescoço e das articulações, enxaquecas e outras síndromes de dor que não respondem a tratamento.

Detecção de doenças nos estágios iniciais — o exame pode avaliar e identificar disfunções na tireoide, artrites, problemas de ATM (articulação temporo-mandibular), inflamações nas artérias carótidas (precursores de coágulos e derrame), entre outros.

Fibromialgia — é o único exame que identifica esta Síndrome dolorosa e documenta para fins periciais.

Avaliação Postural — sobrecargas biomecânicas mostram aumento de metabolismo e temperatura de grupos musculares específicos.

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