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André Esteves, do BTG, avalizou empréstimo de José Carlos Bumlai no BNDES

26 de novembro de 2015
Dois ministros do Supremo Tribunal Federal comentaram com um jornalista sobre a prisão do líder do Governo no Senado:

- “grave, muito grave, mais grave do que vocês imaginam.” 

Sugestão de leitura de Márcio Cremona, do Rio de Janeiro.

Novembro 25, 2015 Tribuna da Internet

Por Carlos Newton

Vejam que neste mar de lama e corrupção em que se afogam o PT e o governo, até as pedras se encontram. 


O último empréstimo conseguido no BNDES pelo empresário José Carlos Bumlai, o amigo de Lula que está preso desde terça-feira pela operação lava Jato, foi garantido pelo BTG, banco do grupo de André Esteves, foto, que foi preso esta quarta-feira junto com o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado.

Bumlai só conseguiu o empréstimo por influência do ex-presidente Lula. As normas do BNDES proíbem operações com empresas que estejam inadimplentes com o banco e já tenham sofrido pedido de falência na Justiça. Era justamente o caso da empresa São Fernando, gerida pelos filhos de Bumlai, que estava inadimplente com o BNDES e também com o Banco do Brasil.

Embora tenha sido flagrado com as calças na mão, como se dizia antigamente, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, continua insistindo que a operação foi “normal”, porque o Banco do Brasil e o BTG entraram como intermediários e avalistas. Acontece que a empresa de Bumlai já estava inadimplente também com o Banco do Brasil, que também jamais poderia ter autorizado o empréstimo.

Quanto à entrada do BTG como intermediário, a explicação está na ligação do banqueiro André Esteves com o governo e o PT, revelada agora com sua prisão pela Lava Jato. Esteves, que mantém negócios com o governo, participava da Sete Brasil, empresa no centro das investigações do esquema e que tinha Bumlai, o amigo de Lula, como lobista-mor.

Em janeiro de 2011, para agradar Lula, Esteves comprou por R$ 450 milhões os 37,4% do PanAmericano que ainda estavam com Silvio Santos, que antes tinha passado 49% do banco pré-falido para a Caixa Econômica, uma negociata monumental determinada por Lula quando estava na Presidência.

“GRAVE, MUITO GRAVE”

O excelente repórter Valdo Cruz, da Folha, teve contato hoje com dois ministros do Supremo, que falaram com ele reservadamente. Um deles disse que a prisão de Delcídio e Esteves foi “grave, muito grave, mais grave do que vocês imaginam.” 

O Tribunal está tratando da nova fase da Operação Lava Jato. Outro ministro relatou à reportagem que praticamente não havia dormido nesta noite e repetiu o tom de gravidade do colega sobre as informações que levaram à decisão inédita na Lava Jato, de mandar prender um político no exercício do seu mandato e um banqueiro.

- “Enquanto isto, a equipe da presidente Dilma, que ainda não havia se recuperado da prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, no dia anterior, buscava informações para repassar à chefe, no Palácio da Alvorada, sem saber quem mais, além de Amaral e Esteves, poderia ser atingido pela nova fase da Lava Jato. O temor é que alguém do governo ou outros nomes do PT possam estar citados nos pedidos de prisão da PF desta quarta-feira”, diz a reportagem da Folha, acrescentando que, no mercado financeiro, o temor é de que a prisão do dono do BTG Pactual possa gerar fortes turbulências no mercado financeiro, que, até agora, estava fora das operações da Lava Jato.

Fonte: Tribuna da Internet

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