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André Lachini: crônica da Avenida Paulista

29 de dezembro de 2015
André Lachini, 
de São Paulo  

Hoje aconteceu uma coisa engraçada. Já passei milhares de vezes pela Avenida Paulista. Sempre achei o prédio da Fiesp estranho. 

Não acho feio, mas acho que parece uma pirâmide mexicana. Bebi muito café no 10º andar, quando cobria indústria como setorista na falecida Gazeta Mercantil, lá por 1995. 

Saí do metrô Trianon-Masp e fotografei a pirâmide mexicana com a chuva se aproximando, mas não choveu. Depois fui andando pela Paulista até o final, na praça Oswaldo Cruz (*). 

Me deparei com três indivíduos vestidos como estátuas. Esses artistas que se vestem como estátuas estão se sofisticando aqui no Brasil. Apareceram em São Paulo há alguns anos. 

Antes, você só via artistas-estátuas em Buenos Aires ou nas capitais europeias. Agora muitos estão na Paulista. Então fotografei a primeira estátua-viva, vestida de morte (esquerda). 

Depois fotografei uma estátua-viva vestida de anjo (direita); e em último lugar fotografei a estátua-viva do samurai. 

Esse samurai-estátua é malandro. Nos sábados ele fica no bairro da Liberdade, fazendo pose perto da estação do metrô, na frente daquele hotel que hospeda japoneses ricos vindos do interior. 

Dei uma moeda de 1 real para cada estátua, menos para o japa, porque ele já fatura na Liberdade no sábado. Ele tirou a espada da bainha, fez cara feia e eu fui embora (André Lachini).


André Lachini
é jornalista e tradutor



(*) Praça Oswaldo Cruz, Bairro Paraíso.

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