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Rubens Pontes para André Lachini: "Velozes e furiosos" é uma doçura para um contemporâneo de um Bel Air 58

23 de dezembro de 2015
Pitaco do Oleari

Rubens Pontes enviou por imeil um comentário sobre a coluna "Velozes e Furiosos", do jornalista André Lachini. Ele não conseguiu enfiar ao pé da coluna, no lugar reservado a comentários gerais de todo bichim e bichinha de zoreia. 

Mas ao ler o textim do Rubens, falei cá cos meus butão, quinemqui dizem os paulistas:

- Não seja idiota e faça do texto do Rubens uma postagem especial, pois ele cultiva o bom hábito de se deliciar com o que lê e gosta e, paralelamente, deixar cair um texto delicioso que enriquece a todos. Depois de eu mesmo ter me taxado de idiota - o que é bastante frequente - achei por bem seguir aquela voz, que, até pretensiosamente, garrei a maginá que seria a voz da razão (Oleari). 

Sobre a coluna 
"Velozes e Curiosos"

Rubens Pontes


Este é um Chevy Impala 1967. Deixamos para o André algum dia mostrar o Impala modelo 1962, mencionado pelo autor do texto



Ao abrir a coluna do André Lachini, vi o título e, ao ler o texto, percebi o paradoxo que se abria para mim, o oposto do que alguém pensa ser a verdade.

"Velozes e furiosos" é, no entanto, uma matéria de uma doçura que penetra fundo na alma de quem foi contemporâneo de um Bel Air 58, um Chrysler, de um Dodge Dart... Meu Deus! quanta evocação a mexer com os sentimentos da gente.

André Lachini, por ser muito jovem, certamente vê no automóvel dos primeiros tempos a marca da engenhosidade humana, das conquistas da inteligência criativa de um Henry Ford, até uma manifestação da arte dos que se debruçaram sobre a prancheta buscando a harmonia das formas para o chassi sonhado. Um modelo como fonte de consulta para firmar compêndios de História, como a produção do Fusca que dispensava consumo de água nos desertos da África...

No entanto, para os que dobraram o "Cabo da Boa Esperança", qualquer um dos modelos registrados nas fotos é muito mais do que isso. Ultrapassa o registro e nos faz mergulhar num passado que evoca o primeiro passeio com a namorada num Bel Air recém comprado e o também furtivo mas revelador primeiro beijo na moça que seria no futuro a minha mulher...

André Lachini não chegou (ainda) lá, mas devo minha vida a um Impala modelo 1962, 4 portas, sem coluna, chassi de legítimo aço canadense. Partira de Belo Horizonte em direção ao Rio de Janeiro. Numa curva da rodovia, o óleo na estrada, agravado pela chuva que caia, ocasionou uma derrapagem seguida de um capotamento múltiplo, atirando o veículo fora da estrada até parar no fundo de um barranco. Nada sofri, nem o carro. Nenhum arranhão, nenhum amassamento.

Impala, modelo 1962. Merece um registro na Coluna "Velozes e Furiosos", relevado paradoxo que, afinal, dado o espírito da coluna, não
terá razão para ser avocado (Rubens Pontes).






Rubens Pontes
é jornalista

Veja o xou de carros raros em "Velozes e Furiosos" aí, ó:

http://nageral.donoleari.com.br/2015/12/especial-andre-lachini-encontro-de.html

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André Lachini

Obrigado caro Rubens Pontes. Fico muito contente que tenha gostado da coluna - e que também goste de carros. Todos temos na nossa memória carros que fizeram parte das nossas vidas. O Chevrolet Impala foi um clássico. Eu vejo às vezes um ou outro - de colecionador - rodando pelas ruas de São Paulo. Nunca pude dirigir um, mas espero um dia guiar um Impala. Abraço.

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