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Altair Malacarne: Um Mosquitinho

30 de janeiro de 2016
Cemitério de poloneses: sepultamento de uma vítima da maleita, segundo o professor Altair Malacarne



Os insetos sanguessugas são vários na boca do povo; alguns deles: pernilongo comum, carapanã, mosca do chifre, borrachudo, mosquito-palha, mosquito prego, mosquito rajado, este o terrível ‘aedes aegipti’, que está desafiando o Brasil e o mundo; vizinhos espertos, têm uma agulha para furar e sugar o sangue dos mamíferos que lhes garante a continuidade das espécies. 

Alguns deles carregam provocadores de moléstias que infestam o furado e deslancham processos infecciosos aos quais eles são imunes.

Aqui no vale do rio São José, na época das matas, o mosquito prego, o ‘anopheles’ dos estudiosos, deixou escrita uma lancinante página de dor ocorrida no desbravamento da região; o desassombro dos poloneses enfrentou um poder traiçoeiro, numa época e espaço sem recursos.

A febre malária derrubou muitos em Aguia Branca, em São Gabriel da Palha e Vila Valério; lá, a mortandade foi tão grande que a colonização ficou parada de 1939 a 1943; segundo Renato Pacheco, morreram de maleita dentro da mata uns 30 pioneiros; antes, em Águia Branca, muitos já tinham sido forçados a fugir a pé para não serem contaminados.

Eis que, a natureza agora mostra novamente sua força; com toda a parafernália médica e logística de hoje, o odioso ‘aedes aegipti’ virou uma bomba genética à solta; e, para complicar, a praga se dissimulou: ela tem um anestésico no ferrão, que tira a dor da picada do maldito; a humanidade está de mãos amarradas diante desse drone nocivo ao homem; existe o risco potencial de uma malformação do nascituro.

Isso é uma lança dolorosa como a febre terçã enfrentada pelos poloneses; e prova que, embora tenhamos progredido muito, temos ainda séria limitação ou sérias limitações; e teremos de ser corajosos e prudentes como nossos desbravadores; e, agora, um temido mosquitinho continua voando lépido e irado por aí.

Parece que a palavra dos cientistas deve ser considerada: NO CASO DE UMA HECATOMBE ATÔMICA MUNDIAL, SÓ ALGUNS INSETINHOS SOBREVIVERÃO.
Am/SGP, 29 e 30/01.2016 (Altair Malacarne).




Altair Malacarne
é professor e historiador

Texto copigarfado da página do grupo
Colatina / Vale do Rio doce /Don Oleari,
mantido pelo professor Malacarne.

https://www.facebook.com/groups/colatina/991711554223497/?notif_t=group_activity

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