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Jornalista Rubens Pontes escolhe seus piores do ano: OS MAIS MENOS DE 2015

6 de janeiro de 2016

A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro

Foto: Marino Azevedo

Rubens Pontes, de Manguinhos (*)

O desafio proposto por Oswaldo Oleari contido na Terceira Lei de Newton 


- Mais Menos de 2015, simbolicamente 7, como pede o Portal DOPC, entre 6 e 10. Como no Apocalipse, as sete trombetas do juízo, os sete chifres do cordeiro, as 7 cabeças da besta escarlate, as 7 cabeças do leopardo como besta, as 7 lâmpadas de fogo, as 7 cabeças e 7 coroas do dragão ardente...

O sétimo, no entanto, não se insere aí. É balizada na Terceira Lei de Newton, revelada em 1687, e que trata de ação e reação que nos conduz ao princípio de causa e efeito. 

Não tenho pretensões de parecer erudito, que minha idade já sepultou esse tipo de auto valorização, mas minha resposta ao questionário deste Portal se abriga aí. 
Nada acontece por acaso. 


Meus 7 MAIS MENOS 2015 no entanto estão todos eles contidos em um só, com seus desdobramentos.



A absoluta ineficiência 
do governo constituído

Algumas tragédias ambientais ocorreram no País desde os deslizamentos na região serrana do Estado do Rio de Janeiro (foto ao alto, de Marino Azevedo) até o catastrófico rompimento de uma barragem na cidade mineira de Mariana.


Tsunami no Japão

Dramáticos acontecimentos, consequência da indiferença com que o Governo encara a sensível área de segurança da nossa população. Mais grave porque são recorrentes e nenhuma ação saneadora, além de oba-obas em programas de televisão.

Exemplos? O Japão é o mais vulnerável país às manifestações hostis da natureza. Ainda nos lembramos do tsunami e do terremoto que abalaram a pequena ilha densamente povoada. 

Novos acontecimentos como o ocorrido poderão retornar. Mas o país e seu povo não serão mais gravemente afetados porque o Governo assumiu seu papel de gestor e se preparou para novas e possíveis eventualidades.


Exemplos? 
O que foi feito na região serrana fluminense para evitar nova tragédia?

Que papel preventivo adotou o governo quando se sabe que os riscos de nova calamidade continuam como antes? 

Barragens rompidas e toneladas de lama jogadas no leito dos rios? 

- “Um acidente”, pontuou a ministra do Meio ambiente. 

Punem-se empresas, omissas, sim, mas o que o Governo efetivamente programou para evitar que o mesmo fato ocorra em centenas de outras represas construídas nos Estados de mineração agressiva?

Não vale a pena perder tempo falando sobre corrupção endêmica, sobre a desastrada área da economia ou sobre o comportamento medieval dos políticos aboletados nas Casas do Congresso Nacional. 

A omissão do Governo é maior do que tudo isso porque a omissão do governo leva a tudo isso (Rubens Pontes).

(*) Manguinhos, praia ao Norte de Vitória, em Serra/ES.




Rubens pontes
é jornalista

Diretor de Conteúdo
do Portal DOPC /Rádio CBM

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