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Casa do Joca tá dando: "crioulo de estimação do chefe", vice-governador Cesar Colnago

4 de março de 2016
Casa de Joca 
ES, Brasil
Lá embaixo, leia o Pitaco do Oleari





                  Um caso emblemático, a exigir resposta da classe política

Às vezes, a história e o destino se encontram num único tempo e num único lugar para moldar um momento decisivo na busca incessante do homem pela liberdade. Muitas vezes, esse momento decisivo tem a forma de uma agressão capaz de impulsionar a marcha da história.

A agressão racial sofrida por Ruy Gonçalves pode ser um momento decisivo. Em mensagem postada em grupo do WhatsApp, um colega de trabalho o descreveu como "crioulo de estimação" do chefe. 


Acontece que o chefe é o vice-governador do estado.

Há motivo para esperança e fé em nossa democracia no que está acontecendo. Ruy não calou, ele registrou queixa por injúria racial, o que vai obrigar o andamento de um inquérito. Ruy não calou, não tentou resolver o assunto caseiramente, em uma conversa com o chefe, Ruy expôs o preconceito onde ele é mais insidioso e, talvez, mais cruel: no cotidiano, nas pequenas ações e reações diárias que cometemos, nem sempre de forma tão crua e óbvia. Pergunte a quem sofre preconceito, ele saberá te explicar melhor.

Por ter acontecido no ambiente político do gabinete de um vice-governador, e por Ruy não ter calado, o assunto vai exigir consequências. Para além do inquérito policial, mais urgente e mais relevantes, serão os desdobramentos políticos.

Não há como o vice-governador calar diante da denúncia. Não como o governador calar diante da agressão racial entre graduados assessores de seu governo. Não como a maquinaria política calar, esconder embaixo do tapete, procrastinar com discursos vazios e medidas inócuas a reação aos preconceitos.

Este não é um problema dos negros. Este não é um problema de recursos humanos. Este não é um problema pessoal. Há apenas um problema brasileiro.

Pitaco do Oleari

O texto foi reproduzido por mim à revelia do autor. O título também fui eu que atribuí. Colhi o texto pelai, nas maledetas redes. Li, curioso, e deduzi que:
1 - o tratamento soa carinhoso, à primeira vista; 
2 - o tratamento soa discriminatório - ou invejoso? - à segunda vista.

Pelo não, pelo sim, se o colega o trata assim, de "crioulo de estimação", por mais estima que possa transparecer ao ente assim tratado, soa estranho. Ruminei, ruminei, ruminei, como fazem animais de quatro patas, pra tentar perceber qualquer outro sentido, mas sempre caí no mesmo: soa estranho, muito estranho. "Crioulo de estimação" é o cacete, diria eu, um crioulo disfarçado numa morenês enganadora (Oswaldo Oleari).

Pitaco do Oleari 2
O autor da Casa do Joca, Joca Simonetti, informou que o "colega" foi demitido.

Fonte
http://casa-de-joca.blogspot.com.br/2016/03/nao-calar.html

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Joca Simonetti

Oleari, o César não chama o Ruy de Crioulo de Estimação. Quem usa essa alcunha é um colega (ex-colega, foi demitido) da equipe do vice-governador. O título que você deu é resultado desse equívoco na interpretação.

Don Oleari

Boa, boa, Joca Simonetti. Tá feito o esclarecimento. Vou alterar o título, com certeza. Obrigado pela ressalva. Vamuquivamu. Confere o som da Rádio Clube da Boa Música no www.donoleari.com.br - lado direito, alto da primeira página. Uma amostra da programação que, logo, logo, estará cheia, completa, com muito conteúdo.

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