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André Gomes Felix Cordeiro: O que é a dor crônica?

14 de maio de 2016
O médico especialista em dor, Dr. André Gomes Felix Cordeiro (foto), explica o que é e como tratar o mal que atinge quase metade da população brasileira


Todos nós já sentimos dor e, com certeza, não é nada agradável. Mas você sabe quais tipos de dores você pode sentir? O médico anestesiologista e especialista em dor, Dr. André Felix, da Relevium Centro de Controle da Dor, de forma temporal identifica basicamente dois tipos: a aguda e a crônica.

Segundo ele, a dor aguda é resultante de um ferimento, contusão ou um aviso de que algo não vai bem internamente em nosso corpo (a existência de uma inflamação, por exemplo). Ela é passageira e desaparece com a resolução desse problema. Já a dor crônica é mais persistente e pode demorar mais a ir embora, ou até mesmo nem ir embora, ou seja, é aquela que perdurar, muitas vezes a lesão inicial já cicatrizou e a dor permanece.

O especialista alerta que “a dor crônica pode aparecer em qualquer idade e é uma doença”. A Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) estima que cerca de 30% a 40% da população brasileira sofra com a dor crônica, dor esta patológica que pode levar ainda ao aparecimento de quadros de ansiedade, depressão, isolamento social e distúrbio do sono, dentre outros. 

Esse número aumenta para 45% a 80% nos institucionalizados (internos de asilos ou casas de repouso), podendo ser ainda maior naqueles hospitalizados. Ele ressalta que sentir dor não é uma coisa normal ou comum. “Isso é um grande engano e pode levar à uma piora significativa no quadro geral de dor do paciente”.

Outro grupo que está sujeito, em grande parcela, ao convívio com a dor crônica é o dos atletas. 

- “Por uma questão da exigência física sobre os seus corpos e o desgaste provocado pelas repetições de movimentos, o desenvolvimento das dores crônicas ligadas a lesões musculoesqueléticas são muito comuns”, explica. E as mulheres também estão entre as mais atingidas por patologias que geram a dor crônica, a exemplo da fibromialgia que nelas é cerca de 7 vezes mais comum que nos homens.

Causas

Dr. André explica que, quando os estímulos de dor são gerados repetidamente, os circuitos neurológicos sofrem alterações eletroquímicas que os tornam hipersensíveis aos estímulos e mais resistentes aos mecanismos inibitórios da dor, ou seja, uma dor aguda mal tratada leva ao desenvolvimento da dor crônica e essa passa a ser a própria doença do indivíduo. 

- “Ignorar uma ‘dorzinha’ pode ser perigoso. Sentir dor é inevitável, o que não se pode deixar de fazer é tratá-la”, avisa.

Tratamento

O tratamento multidisciplinar e individualizado é sem dúvida o melhor caminho para o sucesso do paciente que sofre de dor crônica, pois combina o uso de medicamentos, procedimentos intervencionistas, atividades físicas, fisioterapia, psicologia, dentre outras terapias em prol do paciente.

Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (SOBRAMID), Dr. André Felix, explica que a Medicina Intervencionista da Dor, de certa forma é uma área nova, em rápido crescimento em todo o mundo, inclusive no Brasil.

O tratamento intervencionista é considerado o quarto degrau da escada para o controle da dor, proposto pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, a terapia intervencionista em dor faz parte do arsenal terapêutico e deve ser oferecido aos pacientes que não respondem de forma eficaz aos tratamentos clínicos em diversas patologias, dentre elas: lombalgias (dor nas costas), cervicalgias (dor no pescoço), dor oncológicas (câncer), dores nevrálgicas (neuralgia do trigêmeo, neuralgia pós herpética), dores articulares (osteoartrite joelho, quadril, ombro...), dentre outras.

De acordo com o anestesiologista, o tratamento baseia-se no conceito de que a dor tem uma base estrutural anatômica e que o bloqueio neural altera ou interrompe o estímulo de dor proveniente de tal estrutura. Pode se indicar os procedimentos intervencionistas com duas finalidades: terapêutica ou diagnóstica. Nesta última, tem como objetivo localizar a via transmissora da dor e assim promover um tratamento mais eficaz e duradouro.


Prevenção

No caso da dor aguda, por exemplo, a dor decorrente de um trauma, na maioria das vezes, se chega a cura completa, porém em se tratando de dor crônica, talvez seja mais sensato usar o termo controle ao invés de cura, inclusive, este controle pode chegar a 100% da dor em alguns casos.

Sabe-se que um bom trabalho de saúde preventiva, incluindo boa alimentação e atividades esportivas, ajudam a contornar uma série de doenças crônicas, dentre elas a dor crônica, porém isso deve ser preferencialmente gerenciado por um médico com especialização em dor.

Sobre a Relevium

A Relevium Centro de Controle da Dor nasceu do desejo em proporcionar uma melhora no bem-estar e na qualidade de vida, daqueles que buscam alívio da dor crônica e do sofrimento. 

Ela tem o objetivo de proporcionar o sentimento mais ansiado por todos aqueles que sentem algum tipo de dor, o desejo pela paz física e psicológica.

A Relevium conta com uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, psicólogos e fisioterapeutas. Profissionais com formação e experiência na área de dor. A abordagem terapêutica individualizada, busca tratar o indivíduo como um todo e não somente a doença, disponibilizando consultas médicas em várias áreas, além de consultas com psicoterapia e fisioterapia.

Por este motivo, oferece diversas técnicas intervencionistas como bloqueios de nervos e epidurais, terapêuticas endovenosas, radiofrequência dentre outras técnicas.

Dr. André Gomes Felix Cordeiro – Médico Anestesiologista com Certificação de Área de Atuação em Dor pela SBA (Sociedade Brasileira de Anestesiologia) e AMB (Associação Médica Brasileira)
Graduação: Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia
Residência Médica: Anestesiologia pelo Hospital Santa Marcelina de São Paulo
Especialização em Dor: Universidade São Paulo (USP) de Ribeirão Preto

Inti Comunicação
Almir Neto

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