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Andrea Bragatto: Mãe! Como não compreendi o seu significado antes?

7 de maio de 2016
Quem não teve, em algum momento da vida, alguma divergência com a sua mãe? Algumas pessoas relatam muitas dificuldades na relação mãe-filho (a), outras nem tanto. Ela nos gerou, e na hora do parto e nos primeiros meses de vida, sentimos como se fôssemos uma só pessoa. 

É a fase do apego, que nutre o nosso físico, emocional e psicológico. Aos poucos, quando ainda bebês, o afastamento saudável e gradativo é necessário para o nosso crescimento bio-psico-ecológico-espiritual. Assim, nos afastando e nos aproximando de nossa mãe, vamos nos desenvolvendo ao longo da vida. 

Em algumas relações, por fatores diversos da história familiar, situações atípicas ou comuns podem ter produzido alguns “nós” que comprometeram a fluidez e cumplicidade entre mãe e filho (a). Tendo acontecido algo significante, o filho (a) tenderá a responsabilizar a mãe pelos insucessos ou mesmo infelicidade em sua vida. Esta questão é bastante subjetiva, cada um com a sua história.

Entretanto, uma questão é fato: a mãe pode não estar consciente de suas limitações, e de que, de certa forma, suas atitudes podem estar promovendo dificuldades para o filho (a). Isto pode se dar pela cultura, história de vida ou questões de sua personalidade. Como filhos, oferecer um gesto de humildade e amor, é ouvir para conhecer a história de vida de sua mãe. 

O conhecimento nos liberta de nossas próprias convicções e certezas.

Mãe ama, trabalha, sofre, sente dores e aflições, tem momentos de felicidade, é esposa, tem desejos, cuida e quer ser cuidada. É gente! Muitos de nós esquecemos que nossa mãe é uma pessoa comum, com limitações e potencialidades, e que precisa receber toda a gratidão por terem sido escolhidas para nos gerar e nos dar a vida! Algumas vezes, ao amadurecermos, compreendemos, perdoamos e valorizamos a nossa mãe. 


Pense e reflita: como está a minha relação com a minha mãe? Libere as suas emoções positivas, vá até ela, a abrace, e diga o quanto a ama! O perdão é o gesto de amor que nos liberta. Feliz Dia das Mães à minha mãe Laura e a todas as mamães do mundo!


Andrea Bragatto é psicóloga na Clínica de Psicologia Antonio Elmo.


Enviado por Letícia Passos

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