anúncio dopc

anúncio dopc

Elian Ramille Guimarães, direto da Itália - Moda Muda: Imagem e seus valores

3 de maio de 2016
O que fazer com seu guarda-roupa? Talvez não seja só você que precisa de um analista, mas ele também! Ainda bem que eles existem!


Rendas, plissados, recorte “Império”, entre outros, são elementos que remetem ao romantismo.
Ajuda a materializar uma imagem mais afetuosa e maternal.



Quando um cliente me procura, suas necessidades são expressadas por desejos, como: "eu quero me sentir poderoso, flexível ou sensual...etc...etc... Mas o que isso quer dizer quando aplicamos estes conceitos em imagens? É possível traduzi-los? Como dar forma aos sentimentos?


·        Decotes ou soutiens aparentes sugerem sensualidade.

•   • Sugere informalidade e disponibilidade nas relações afetivas.


Quando falamos da comunicação não-verbal, nos referimos a movimentos, gestos, ruídos ou outros elementos que nos remetem a percepções visuais. A roupa é certamente um dos mais relevantes.

Existe uma discussão a respeito da supervalorização da imagem ou aquele clichê de “quem quiser me aceite como sou!” ...Ok, é um ponto de vista, mas esse discurso é válido para quem? Se todos julgamos por mecanismos conscientes ou inconscientes, qual o mal em resolver ou evitar um problema de interpretação equivocada de imagem?

Ouço relatos de pessoas que se sentem intimidadas em seus ambientes sociais, sentem-se “invisíveis” no trabalho, pouco valorizadas, etc. Minha experiência profissional me permite dizer que existem duas atitudes de como lidar com esta questão: viver na defensiva por se achar “menos”, gastando assim uma energia enorme, ou posicionar-se com segurança e ter um rendimento pessoal e profissional dentro ou maior que suas expectativas.



Spikes metalizados e texturas mais pontiagudas sugerem um distanciamento.

Cria uma aparência de pouca receptividade.

Lidei com casos de pessoas que não conseguiam trabalhar direito porque o pensamento ficava retido no que o outro estava pensando enquanto conversava, como: “será que está reparando na minha roupa, nos meus dentes, nos meus cabelos?”. 

 Ou mesmo de casos de clientes que recebiam vestidos sensuais do marido e não percebiam que ele estava dando uma dica para a esposa do quanto gostaria de ter uma mulher mais feminina ...
Bem, voltando ao raciocínio inicial, como utilizar a roupa para ter aquele valor de imagem que se pretende? 

Certa vez uma cliente me confidenciou que percebia ter problemas na sua comunicação com colegas da empresa, sentia-se muito mal e isto afetava negativamente suas relações de trabalho. 

Depois de uma conversa a respeito de sua atividade profissional e detalhes de posicionamento pessoal, cheguei à conclusão de que o fato dela ser muito tímida, cumprir suas metas antecipadamente, ser muito alta e magra, gostar de roupas estruturadas de cores muito neutras faziam dela uma pessoa quase “sem alma” perante os parceiros de escritório. Vestia-se e comportava-se de forma antipática. 


Peças fluidas demonstram maior flexibilidade, possibilidade de negociação, abertura para diálogo.
Rosa é uma cor que demonstra afeição. Boa cor para acalmar ambientes tensos.
Cores mais opacas remetem a uma imagem sofisticada, discrição.


Você certamente se lembra de alguém cuja maneira de vestir a transforma em um estereótipo, que julgamos mesmo sem conhecer. Pode ser a “piriguete” do prédio, o “general” do escritório, a “patricinha” da escola, a “fresca” da loja...e por aí vai! 

Aprendi que, em matéria de imagem pessoal, as coisas, na maioria das vezes, não são como parecem ser. E essas pessoas podem estar sendo vítimas delas mesmas.

No caso da minha cliente, peças mais fluidas e pitadas de cores mais quentes, como vinho, tons de rosa, acessórios redondos, peças desestruturas sem marcações de ombros criaram uma imagem mais leve e flexível. Vocês conseguem visualizar a diferença? É tudo muito sutil, mas carregado de simbologias quase palpáveis.

Se você se identifica com essa pessoa, entenda que também é muito comum passarmos de fase, e um dia não nos encontrarmos mais em nosso espaço, nosso corpo ou em nossos novos conceitos. O ser humano é dinâmico e vive se reinventando, se reavaliando. Podemos descobrir que aquele eu de 20 anos atrás se perdeu em um novo projeto, um novo corpo ou em uma nova necessidade emocional. 

E querer reposicionar-se perante si mesmo e perante os outros pode fazer de nós pessoas incríveis, em que o movimento da vida se justifica pela necessidade de novas conquistas. 

Fique atento aos sinais e não se sinta incompetente quando descobrir que não sabe o que fazer com seu guarda-roupa. 


Talvez não seja só você que precisa de um analista, mas ele também! Ainda bem que eles 
existem!



Elian Ramille Guimarães

Elian Ramille Guimarães


Figurinista, Estilista, 
Consultora de Imagem,
Palestrante

COMENTAR

COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ:15.265.070/0001-49