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Faz alguma diferença ser ministério ou secretaria se a Cultura nunca teve importância para os Governos?

16 de junho de 2016
Sugestão de leitura do economista e produtor Cultural Rogério Coimbra, que compartilhou a foto de Julio Reis.




Julio Reis‎ S.O.S. Patrimônio
 · Rio de Janeiro, RJ

·
 - "Faz alguma diferença ser ministério ou secretaria se a Cultura nunca teve importância para os Governos?"


Não costumo utilizar o meu facebook profissional para falar sobre política, religião ou qualquer assunto que se desvirtue do tema Artes/Cultura. Não votei em Dilma, tampouco em Temer ou Aécio.

O Ministério da Cultura foi extinto transformado numa secretaria de estado do Governo Temer e está havendo uma grita geral quanto à perda de status, o quê para mim não significa absolutamente nada, pois prefiro uma Secretaria de Estado que funcione realmente a um Ministério que nada faça, engessado e com o orçamento sendo cortado gradativamente na área do patrimônio histórico. 


Prefiro ainda acreditar num governante com uma sólida formação cultural e não em governos que menosprezam a educação e sua importância para o crescimento da nação.

Gostaria de saber onde estavam todas as pessoas que hoje estão reclamando quando vemos um quadro catastrófico do patrimônio histórico no Brasil. 


Nossos mais importantes museus nacionais estão um lixo (dê um pulinho no Museu da República, no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista), e as eternas inundações na Biblioteca Nacional e sua falta de ar condicionado que envergonha-nos completamente quando recebemos pesquisadores do mundo inteiro, dê uma olhada no Pac das Cidades Históricas para verem os cortes que o MINC sofreu. 

Importantes monumentos históricos estão caindo e ninguém nunca fez nada para pressionar o Governo Federal, levando o mesmo a entender que patrimônio histórico não deve ser tão importante assim, afinal não há “grita” do setor nessa área.

Toda essa ruína foi cultivada com a complacência de muitos que não queriam perder seus cargos e suas boquinhas. Vá passear em Valença para ver o Patrimônio Histórico se desmanchando ou então no centro do Rio ver o Museu de Belas Artes às escuras porque não há verba para compra de lâmpadas. 


Tenho absoluta certeza que o IPHAN e outras Instituições tem profissionais do mais alto nível, porém é vergonhosa a política salarial para o IBRAM, bastando para isso verificar os "altos salários" oferecidos nos últimos concursos públicos, um verdadeiro escárnio à dedicação sobre humana destes profissionais que em muitas das vezes tiram do próprio bolso dinheiro para comprar até o material de escritório e limpeza para os setores ondem trabalham.

Então queria dizer que o nosso Patrimônio é imprescindível para o crescimento da nação e dizer que ele nunca teve em qualquer momento de qualquer governo, a menor importância. E aí a tal “grita da classe artística-intelectual-cultural” soa como piada. E o pior, piada de muito mal gosto, sem graça nenhuma.

Detalhe da foto: essa futura árvorezinha está na sacada de mármore da frente do Museu da República.

Pitaco do Oleari

 - Essa “grita da classe artística-intelectual-cultural", meu caro Rogério Coimbra, não é uma grita por uma política cultural de fundo, como defende brilhantemente o extremamente bem articulado raciocínio exposto no texto. 


Essa grita, na verdade, é apenas pelas polpudas verbas que muitos aí que fazem coro com "essa grita" temem não ter mais, como tantos aí sobejamente conhecidos do público. 

Tanto faz ser ministério ou secretaria. O que se espera é que um Governo se concentre em políticas públicas articuladas para o ambiente cultural. Você acha que esses picaretas estão preocupados com as graves denúncias que faz o autor do artigo? 

Esperemos que o Governo de plantão tenha essa visão. Vou me permitir "copigarfar" o texto, postar no Portal DOPC, repartilhar nas redes "soxuais" e em grupos grandes pelaí, além de encaminhar a um amigo do nosso parceiro Rubens Pontes, conhecedor de boas fontes na sede da Ilha da Fantasia (Oswaldo Oleari).

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