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Rubens Pontes: amigo mineiro manda texto que revela suspeitas de relações de Lula líder sindical com a CIA e de ser "cria" do General Golbery

31 de agosto de 2016
Rubens Pontes, me envia: - "Troca de correspondência com um amigo mineiro. Abrir anexo. R".

O papo esticou a partir da coluna Diagonal e a curta anotação que fiz sobre frase do Padre Antonio Vieira, ao repartilhar o linki no maledeto feissibuqui: 


- Como disse o Padre Antonio vieira, lá pelos idos de 1600 e antigamente, "no Brasil, todos conjugam o verbo roubar em todos os tempos"...

A coluna Diagonal - Rombo Bolsa Família: R$ 100 milhões - Contauto afaga os sem garantia - Swarovski, nova coleção - Jorge Bischoff, 5 anos / Diagonal, coluna do oleari


Os comentários


Comentários

Paulo Da Costa - Por favor, Oleari, inclua-me fora desta. Eu não roubo e nunca roubei nada. Quando ao feiticeiro, com o pomposo título de Padre, é bem sabido que todo este pessoal do comércio religioso sempre roubou de tudo. A vinda deles para cá foi apenas para se dar bem e, a História demonstra, se deram muito bem. Paulo Da Costa

Rubens Pontes - Quem sabe Tião Martins, estudioso dos fenômenos que marcaram a evolução, às vezes involução, da atividade política brasileira poderá me ajudar a desvendar o que para mim continua sendo um mistério: o ex-presidente Lula, se firmando como líder operário no ABC paulista no ano de 1973, engajado no processo de resistência à ditadura militar, viajou para os Estados Unidos, onde realizou um curso de liderança sindical na AFL-CIO, entidade que tem como um dos diretores George Meany, agente da Divisão de Organização Internacional da CIA. A AFL-CIO, financiada pela CIA, investiu no Brasil, entre 1963 e 1978, 7 milhões de dólares, parte deles em viagens de "intercâmbio" aos Estados Unidos. 

Dizem que teve nisso o dedo do general Golbery do Couto e Silva, homem forte do presidente Ernesto Geisel, envolvido no processo de distensão. Será? Mario Garnero, presidente da ANVISA, e a jornalista Dora Kramer, já escreveram livro e matéria sobre esse instigante assunto. Golbery teria "criado" Lula para se antepor a Leonel Brizola. E você, Tião Martins? O que diz? 

Paulo Da Costa - Definitivamente, tem Mandrake nesta história. Eu nunca tinha atinado para este curso de liderança sindical do Lula patrocinado pela Cia. A Cia é uma organização terrorista que não dá ponto sem nó; outro que não dá ponto sem nó é o lula. Vai daí que tem mágica nesta história, tem Golbery, tem muita sujeira debaixo deste tapete já por si só imundo. Paulo Da Costa

Oswaldo Oleari Ou Oleare - Paulo Da Costa, meu caro, sim, sim, mas o Padre Antonio Vieira ainda não sabia docê, do Rubens Pontes e do amigo do Rubens, Tião Martins, quinun é ainda meu amigo feissibuquiano. Ele mandou um textim por Rubens Pontes, que está aí embaixo. Vou juntar tudo e esticar o papo.

Paulo Da Costa - Obrigado por me incluir em companhias tão sérias e cultas. Dê meu grande abraço a esta turma da pesada. Saudações, Paulo da Costa.



Lula teria feito cursos da CIA e sempre se suspeitou de que fosse informante pago, mesmo caso do Cabo Anselmo

O texto do bilhetimeil do amigo mineiro do Rubens Pontes.

- Boa tarde, Doutor Rubis.
Escrevi algumas coisa que sei e outras que ouvi. Estão em anexo".

- Meu caro Rubens,

Na época à qual você se refere, o Departamento de Estado norte-americano cumpriu, realmente, as diretrizes de uma ampla conquista de simpatia e apoio entre personalidades brasileiras (dirigentes sindicais, líderes estudantis, escritores, políticos).

Homens e mulheres eram recebidos como gente importante, ouviam palestras e conferências e trocavam ideais sobre o futuro com políticos norte-americanos mais inteligentes.

Sei que pelo menos um desses grupos passou um domingo inteiro na casa do Bob Kennedy, que ofereceu aos brasileirinhos aqueles churrascos horrorosos que os americanos aprendem a fazer desde criancinha, com os pais.

Se o Lula foi e aprendeu alguma coisa por lá eu não posso garantir, mas que são suspeitas as suas relações com a turma do golpe militar é quase uma certeza, assim como leva a crer que ele vem acumulando dinheiro há muitos anos.

Não é de agora. Ele chegou a ser proprietário de uma daquelas mansões elegantes de São Paulo, nos Jardins. Mas não estava em nome dele. Sempre usou um cara-de-pau qualquer. Nada mais natural que as recentes aquisições do apartamento na praia e o sítio que diz ser do amigo.

Contam as boas e as más línguas que ele tem obsessão por adquirir imóveis, para compensar os anos de pobreza que viveu. Mas esconde que é proprietário. Nada muito diferente de outros grandes líderes brasileiros, não é verdade?

Além disso, afirmam que ele difundiu em São Paulo o boato de que teria sido preso pelos militares e policiais da repressão, mas as más línguas garantem que era informante pago, como aquele infeliz marinheiro que entregou à repressão os seus companheiros, o Cabo Anselmo.

Não posso afirmar e nem garantir, mas as incansáveis línguas repetem sempre essa trajetória do nosso grande líder.
Sem falar do assassinato do prefeito Celso Daniel, assunto que foi sepultado por muito tempo e agora tem sido explorado por adversários.

Nada mais ouvi e nem me foi perguntado.

Que ele é espertíssimo e não respeita limites e dogmas, eu sei. Certa vez, fizemos uma entrevista jornalística com ele, em um botequim na BR. Tomamos pingas e o cara se abriu inteiro, para dizer que não há e nem deve haver limites na luta política em defesa do povo. Vale tudo, como na guerra.

- “Se os meus filhos estão passando fome, eu arrebento a porta do supermercado e levo comida pra casa. É um direito dos pobres. E vale tudo, nessa luta”. 

Na época, estavam acontecendo invasões de supermercados em vários Estados e veio daí o estímulo para a declaração de guerra.

Esse é o cidadão que conheci, ainda como líder sindical. Não devemos nos surpreender com o que ele diz e faz hoje. Não mudou nada. Bobo ele não é, posso te garantir, embora esteja hoje mais velho, talvez mais cuidadoso.

Um abraço do seu amigo e leitor,
T.



Rubens Pontes 
é jornalista

Seu "amio e leitor",
T, também é joralista.

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Don Oleari

Muito interessante o relato do jornalista mineiro amigo do Rubens Pontes mineiro. Já tinha ouvido falar das espertices do Dotô Lulácio da Silva Honoris Causa quando prisidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Falava-se que os magnatas da indústria automobilística programavam para fazer um aumento de preços de veículos...e quem eles chamavam primeiro: Exatamente o prisidenti do Sindicato dos Metalúrgicos, o Lula véi de guerra...Como, minha senhora? Ora, ora, eles diziam: "Lula, precisamos aumentar o preço dos carros, vê se arranja um greve". Claro que - dizia-se também - havia um acordo sobre quem ia levar quanto. O Lula organizava a greve, o aumento dos preços dos carros sai, o Sindicato fica com um ganho qualquer...Mas, vejam bem, é o que se dizia...e eu ouvi dizerem...Mas, se me perguntarem...eu só falo, melhor, eu só calo diante do juiz...

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