anúncio dopc

anúncio dopc

Aqui Rubens Pontes: Meu poema de sábado - Amor, Luís Vaz de Camões

14 de janeiro de 2017


- "Erudito Oswaldo Oleare


- Você, Lena Mara, como eu e centenas de então estudantes ginasianos, sofremos com a leitura e principalmente com a análise crítica do mais conhecido poema
da fase final do Renascimento europeu:




"As armas e os barões assinalados

Que da ocidental praia lusitana

Por mares nunca dantes navegados

Passaram ainda além da Taprobana..."


Afinal, as 1102 estrofes com 8 mil oitocentos e dezesseis versos, empregando

em "Os Lusíadas" a oitava rima, escritos quando os índios botocudos

ainda dominavam as praias de Vila Velha, na antiga Capitania do ES, fizeram de Luiz Vaz de Camões
o símbolo da poesia escrita em língua portuguesa.

O poema escolhido para este sábado rende tributo ao vate da epopeia portuguesa, mas não serão os Lusíadas, que o espaço para isso é pouco.

É um belo soneto que fala alto do sensível coração dos nossos irmãos d`além mar
e mostra ter sido Camões muito mais do que o autor da homenagem ao infante Dom Sebastião.

Abraço, Rubens".


AMOR

Luiz Vaz de Camões


Amor é fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É nunca contentar-se de contente

É cuidar que se ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor

É ter quem nos mata lealdade


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos a amizade

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?




rubens pontes
é jornalista,
escritor,
poeta, 
e inventor
de "títulos' pro
Editor Chefão



Poesia todo dia



Rádio Clube da Boa Música, 
segunda a sexta,
às 7h57m. 
A partir desta semana, 
Rádio CBM
terá um segundo horário para 
Poesia todo dia.

COMENTAR

COPYRIGHT© 2007-2014 Don Oleari Ponto Com - Todos os direitos reservados - aldeia verbal produções e jornalismo - CNPJ:15.265.070/0001-49