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Uquiquié véi? Uquiquié novo? / Diagonal

18 de maio de 2017
Diagonal, coluna do Oleari

Mandei o textim aí debaixo ao cadernim Pensar, de A Gazeta, Vitória/ES, depois de apresentá-lo a dois intelecquituais  dos mais considerados e respeitados da sede da velha Capitania do ES. 

- "Será que é demais pro Pensar?" perguntei pra cumeçá. E, de sacanagem, acrescentei:
- "Quero dizer, será que é de menos? kkkkkkkk".

Um deles me disse: - "se eu fosse editor, publicaria no ato, é um experimento e tanto".
O outro disse: "é por isso que digo que os melhores cronistas do pedaço estão todos com mais de setenta anos". 

Aí, animei, sô. Confesso que não sei se saiu no Pensar. Imaginei que não porque não recebi os habituais bilhetimeils dos três leitores que sempre badalaram minhas cronicascatinhas, mesmo que não tivessem lido kkk.

Garrei a matutá: - acho que a Carol Rodrigues, editora do cadernim, não leu e não gostou - me divertia. Entonces, ao textim

Uquiquié véi? Uquiquié novo?

Isturdia, vi um dizer sobre o jazz, de passagem, pois não podia parar pra ver o textim. Depois, anarfa analógico-digital, bem como anarfa em outros tantos trecos, num consegui voltar pravê o tanto da escrita. 

Só me lembro de que na linha que me apareceu inadvertidamente niquiqui eu bisorava um linki, dizia lá algo sobre o jazz ser coisa véia.

Bem, fui e vim pracá e pracolá, mas o dito me ficou.

Aí, garrei a maginá que quem disse quinum há nada de novo debaixo do Sol – se é que alguém disse isso daí, algum dia, pois o bichomem inventa pracas, mas nun aumenta – nun disse besteira.

Ouvinte de jazz deisqui o Luiz Paixão começou a mostrar em reuniões no IBEUV (*) os meninos da velha escola do ainda aborrescente Mr. Louis Armstrong et caterva, do suingue – que chegou a ser coisa de motel – às biguibandis, aos combos surgidos a partir da rica experiência do King Cole Trio eticétera & tal, entrando pelos meninos do Jazz West Coast, aos meninos de Dave Brubeck com seu jazz in the college, fiquei meditabundo.

Afinal, matutei, o jazz é véi, o blues é véi, o gospel surgido nas plantações de trigo é véi, o charleston é véi, quem mais é véi?

Além do indigitado digitador desta linha aqui, Bethoven é véi, Lizt é véi, Chopin é véi, Mozart é véi, João Sebastião – quitodomundo trata por Bach na maior intimidade – esse aí, entonces, é dos mais veiim.


(*) Ibeuv - Instituto Brasil Estados Unidos de Vitória, onde aprendi umas coisinhas de Inglês)

Aí garrei a matutá 2: e o rock num é véi? A véia bossa nova num é véia? A Tropicália também nuntá de bengala, setentona, daí pra frente?

E a véia jovem guarda? Tem neguim aí – neguim, branquelim, pardim e mulatim – beirando os oitenta, com cabelim pretim, sentado à beira da estrada, vendo o véi filme do véi calhambeque, quinferrujô faz um tempim.

Ahhh, saminina, essimininu, e o baião – isso aqui tá danado dibão - o Maracatu, o Xaxado, o Frevo, carcará quipega pramatá e come, tudo junto e misturado em alceuvalenças e lenines, sínteses de tudo, o véi no novo?

Uai, sô, ficou tudo véi?
Mas, continua tudo novo. Tem gente aí, nessa geração feissibuquiana, qui acha quinovo é o “popnejo”, assim nominado pelos cadernos dois da vida, ou o “sertanojo universitário” – quem foi mesmo o imbecil que inventou essa daí? Sertanejo universitaru é o cacete.

Aí, garrei a maginá 3, uqui dirá a geração ismartifoniana dos Aifhone – sem sisquecê da geração dos Aiphodi – do chorim de Nazaré, de Chiquinha Gonzaga, de Jacob do Bandolim, de Waldir Azevedo, de Pixinguinha, de quantustantus mais?

Tudo sumo esprimido nos itamarassunção, arrigo bernabé, radamésgnatali, sergiobenevenuto, marcelocoelho, do mistureba e do experimental dubão, sem rótulo?

Num sei numsinhora! Ius roqueru quipartiru pro mistureba do roqui cum sinfônico, os tais do progressivo, disimbocando no fusion confusion, no tal e qual megulhou fundo um tal de Mailis Deivis, duiurimembar?

Sabi, saminina, sabi, seu mininu, tô achando qui nem num tá tudo véi nem num tá tudo novo, mas tá tudo em riba – o novo em riba do véi, o véi em riba do novo.

Ioceis há di miadiscurpá iscrevê essa besterage toda aí, pois o novo dexa dixistí sem o véi iu véi carece de butátenção no novo.

Ou entonces, quinemqui dizia minha avó Ema Nardi, oriundi da Emilia Romagna, quiscrivia tudim com PH, K e dabliú, phudeu tudo (Oswaldo Oleari).

oswaldo oleari
sempre pensou que era jornalista,
radialista, e sempre quis aprender
a escrever.
donoleari@gmail.com
@donoleri
Oswaldo Oleari ou Oleare (no feissibuqui)
www.donoleari.com.br

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